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Política & Poder

Manifestações para aprovação do impeachment começam no domingo, diante do Congresso

Arquivo Geral

08/12/2015 6h00

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Movimentos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff protestarão em frente ao Congresso e em pelo menos outras 11 capitais, no próximo domingo, 13 de dezembro. A manifestação terá o apoio de partidos de oposição.

“Será a preparação para uma manifestação ainda maior, que ainda não tem data definida. Queremos fazer nos parlamentares que estão em cima do muro e que estão contra o impeachment”, explicou um dos líderes   do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri.

O grupo também faz pressão nos deputados  diretamente nos gabinetes e pelas redes sociais. Kataguiri ressaltou que o movimento também defende afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Segundo o presidente regional do PSDB no DF, deputado federal Izalci Lucas, a sigla apoiará e participará do ato político de domingo. Para o  parlamentar, o desejo do Planalto em apressar a votação do impeachment faz parte da estratégia de defesa da presidente.

“Agora é um momento muito propício para o governo. Pois é o período de liberação de emendas e troca de cargos. Precisamos de mais tempo de mobilização e também para colher novas informações da investigação da operação Lava Jato”, ponderou.

Do ponto de vista do deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), a população do DF não acredita mais que Dilma possua os requisitos necessários para permanecer no cargo.

PT e CUT prometem reagir

Comitês de combate ao impeachment  de Dilma Rousseff começarão a ser montados   em todas as cidades do Distrito Federal e  municípios da Região Metropolitana. A estratégia   nasceu de tratativas   do PT, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos sociais e partidos aliados do Planalto.

Segundo o presidente da CUT de Brasília, Rodrigo Britto, os comitês farão o debate em favor de Dilma nos principais pontos das cidades diretamente com a população. “O pedido de impeachment não tem fundamento e não respeita a decisão das urnas”, declarou.

Britto comentou que os movimentos sindicais e sociais consideram que a derrubada do afastamento tornou-se a pauta prioritária. No entanto, as críticas às políticas econômica e agrícola  permanecem do Planalto.

O presidente regional do PT no DF, Roberto Policarpo, explicou que o partido buscará ações coordenadas seguindo um calendário nacional. O diretório local também contará com uma comissão para analisar a questão diariamente.

Segundo o deputado distrital, Chico Vigilante (PT),  processo de impeachment deve ser julgado com celeridade é válido. “Já passamos por um ano de paralisia. Se isso continuar vai causar um estrago terrível que vai levar 20 anos para ser recuperado”, alertou o defensor de Dilma.

Briga pelos números

1 – A manifestação a favor de impeachment prevista para o próximo domingo ocorrerá também em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Natal, Recife, Belém, Aracaju, Cuiabá, Salvador e Teresina.  

2 – “As manifestações contra Dilma vem enfraquecendo e tem mostrado números menores. Antes eles tinham várias bandeiras e combatiam a corrupção. Agora é só o impeachment”, criticou Roberto Policarpo.

3 – “A presidente cometeu crime de responsabilidade. Não sou eu quem está dizendo. Foi a decisão unânime do Tribunal de Contas da União. O impeachment possui fundamento e é constitucional e republicano. Dilma deveria se afastar para se defender”, disparou Raimundo Ribeiro.

4 – Para elaborar a defesa de Dilma nas ruas CUT e PT se reuniram com membros da UNE, FNL, Movimento dos Pequenos Agricultores dezenas de dirigentes sindicais do DF.

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