
A presidenta Dilma Rousseff acaba de dar posse ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro-chefe da Casa Civil. Ela também nopmeou Jaques Wagner como ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República e Eugênio José Guilherme de Aragão, como novo ministro da Justiça.
No início do discurso da presidente Dilma Rouseff, o deputado Major Olímpio (Solideriedade/SP), gritou a palavra “vergonha”, se referindo à posse do ex-presidente durante as investigações da Operação Lava Jato na qual seu nome foi envolvido na última semana. Ele foi retirado por seguranças e foi hostilizado pelos presentes no local que o chamaram de fascista e golpista.
Centenas de pessoas acompanham agora no Palácio do Planalto posse do ex-presidente Lula para a Casa Civil pic.twitter.com/Ds3PjqXW7Y
— George Marques (@GeorgMarques) 17 de março de 2016
Lula substitui Wagner na Casa Civil. Aragão assume o cargo em substituição a Wellington César Lima e Silva, que pediu exoneração na última terça-feira (15). Aragão é subprocurador-geral da República desde 2004.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que Wellington deveria deixar o posto em até 20 dias após a publicação da ata do julgamento. Os ministros da Corte decidiram que Wellington não pode chefiar a pasta já que tem cargo vitalício de procurador do Ministério Público da Bahia.
Manifestação
Quando Lula e Dilma chegaram ao Salão Nobre no Palácio do Planalto, foram ovacionados pelos convidados, em sua maioria composta por representantes de movimentos sociais e sindicalistas. Eles gritaram “Lula lá” e “Não vai ter golpe”.
Aos gritos de “Não vai ter golpe”, manifestantes a favor de Dilma e Lula estão concentrados em frente ao Palácio do Planalto, que está com a segurança reforçada por soldados da Polícia Militar e da Polícia do Exército.
Relembre
Ontem à tarde e à noite, manifestações contra Dilma, Lula e o PT ocorreram em vários estados do país. Em Brasília, eles se concentraram na Praça dos Três Poderes em frente ao Palácio do Planalto e depois em frente ao Congresso.