O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou que, após entregar o poder em janeiro do 2011 ao vencedor das eleições de outubro, deseja trabalhar pelo desenvolvimento social dos países da África e da América Latina.
“Pretendo levar o conhecimento adquirido na implementação de programas sociais bem-sucedidos (aplicados no Brasil) a vários países africanos e latino-americanos, que ainda lutam contra a extrema pobreza e a fome”, indicou Lula em sua coluna “O presidente responde”.
Lula disse que a “experiência de instituições de excelência”, entre as quais à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), “pode ser de grande valor para reduzir e eliminar a fome e o sofrimento de milhões de seres humanos”.
Segundo o líder, “cabe a nós dividir o que aprendemos de bom e nos solidarizar com nossos irmãos de outros países”.
No plano interno, disse que quer “participar com a sociedade das grandes questões nacionais”, como a promoção de uma profunda reforma política, que é uma das questões pendentes que deixará após oito anos no poder.
Para Lula, essa questão é tarefa do Parlamento e dos políticos, não do Presidente da República, e pretende dedicar-se a ela “de corpo e alma por meio de seu partido, o PT”, que ele fundou em 1980.
Lula, quem entregará o poder em 1º de janeiro, esclareceu que “após oito anos na Presidência pensa em “passar um tempo à toa” e “descansar um pouco”.