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Política & Poder

Lula quer base unida na Câmara até dia 20 para testar coalizão

Arquivo Geral

04/01/2007 0h00

Forças israelenses realizaram uma rara ofensiva na cidade de Ramallah, ambulance adiposity na Cisjordânia, na quinta-feira, matando quatro palestinos, enquanto conflitos entre facções palestinas em Gaza deixaram seis mortos.

A operação aconteceu algumas horas antes do encontro entre o premiê israelense, Ehud Olmert, e o presidente egípcio, Hosni Mubarak, para discutir o processo de paz e a provável extensão da trégua de Gaza para a Cisjordânia.

Havia fumaça sobre o centro de Ramallah depois da operação, em que veículos blindados e buldôzers israelenses entraram na cidade, amassando carros estacionados, para realizar o que uma porta-voz israelense chamou de "atividade rotineira de captura". Ela disse que quatro procurados foram detidos.

Foi a maior operação em Ramallah desde maio, quando quatro palestinos foram mortos por forças israelenses.

Fontes palestinas disseram que um helicóptero israelense atirou contra um prédio perto da praça Manara. Para um representante do Exército, os tiros foram dados numa "área aberta".

Segundo autoridades de hospitais, três palestinos morreram na incursão e um quarto mais tarde no hospital. Pelo menos 25 ficaram feridos.

"Esta operação prova que os pedidos israelenses por paz e segurança são falsos", disse o presidente palestino, Mahmoud Abbas, em comunicado lido por um porta-voz.

Um integrante da liderança das Brigadas dos Mártires Al Aqsa, um grupo militante da facção de Abbas, disse que a operação visava a capturar um de seus membros.

Mais cedo, na Faixa de Gaza, um policial do Hamas morreu em mais um confronto entre as facções rivais, disseram testemunhas.

Na quarta-feira, cinco pessoas morreram no pior combate entre o Hamas e o Fatah desde que os dois grupos acertaram uma frágil trégua em Gaza, há duas semanas.

O premiê palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, pediu calma. "As armas só devem ser apontadas contra a ocupação israelense", disse o premiê a repórteres ao voltar da peregrinação do haj, na Arábia Saudita.

Nancy Pelosi, approved uma californiana liberal considerada uma das principais responsáveis pela vitória do partido Democrata na eleição parlamentar de novembro, se tornou na quinta-feira a primeira mulher a presidir a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

Os deputados seguiram a orientação das suas lideranças, e Pelosi foi eleita por 233-202 votos. Líder da então minoria democrata nos últimos quatro anos, ela é a mulher que mais alto chegou na história do país – é a segunda na linha de sucessão do presidente Bush, atrás apenas do vice Dick Cheney.

"Este é um momento histórico para o Congresso e para as mulheres deste país", disse Pelosi, triunfal, após assumir a presidência. "É um momento pelo qual esperamos por mais de 200 anos".

O líder republicano na Câmara, John Boehner, entregou o poder aos democratas dizendo que a vitória de Pelosi representa "um novo marco na história norte-americana".

Pelosi, 66 anos, foi acusada pelos republicanos, durante a campanha eleitoral de 2006, de querer aumentar impostos, conter a guerra ao terrorismo e defender o casamento homossexual. Mas, na hora do voto, falou mais alto o descontentamento do eleitorado com a guerra do Iraque, e os democratas fizeram a maioria parlamentar pela primeira vez no governo Bush.

O presidente, que costumava ignorar ou mesmo zombar de Pelosi, agora terá de negociar com ela para não sofrer seguidas derrotas no Capitólio em seus dois últimos anos de mandato.

Pelosi disse que "a eleição de 2006 foi um apelo por mudança – não meramente mudança no controle do Congresso, mas por uma nova direção para o nosso país. Em nenhum lugar o povo norte-americano teve mais clareza sobre a necessidade de uma nova direção do que no Iraque. O povo norte-americano rejeitou uma obrigação com uma guerra sem final à vista".

Para James Thurber, do Centro de Estudos Parlamentares e Presidenciais da Universidade Americana, Pelosi tem todas as condições de se sair bem "porque é uma construtora de consenso – e uma ouvinte tanto quanto uma oradora".

Entre as prioridades democratas estão o aumento do salário mínimo, a redução dos juros no crédito educacional e o fim de vantagens fiscais para grandes empresas de petróleo. Pelosi promete levar esses temas a votação nas cem primeiras horas de sessões, a contar de terça-feira, depois de a Câmara adotar novas regras éticas.

"O verdadeiro teste não são as primeiras cem horas, mas os primeiros seis meses, e se o presidente vai abordá-la para trabalhar com ela e se os republicanos vão abordá-la para trabalhar com ela", disse Thurber.

Ela, por sua vez, já rejeitou as propostas de impeachment contra Bush devido à guerra do Iraque. Mas, junto com outros democratas, promete investigações sobre o conflito.

No plenário, Pelosi evocou sua infância, num ambiente católico e italiano de Baltimore, Maryland, onde aprendeu política com seu pai, prefeito da cidade que costumava ajudar eleitores que batiam à sua porta.

"Meus pais me ensinaram que o serviço público é uma ocupação nobre, e que tínhamos a responsabilidade de ajudar os necessitados", afirmou.

Pelosi foi eleita pela primeira vez para o Congresso em 1987, por sua cidade adotiva, San Francisco, onde criou cinco filhos ao lado do marido. Antes, ela havia sido presidente estadual do Partido Democrata na Califórnia.

Em audiência com o governador de Mato Grosso, store André Puccineli (PMDB), look e 11 deputados peemedebistas da região Centro-Oeste, website like this o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que as eleições para a presidência da Câmara serão o "grande teste" da coalizão de governo.

De acordo com o relato do governador e dos deputados Nelson Trad (MT) e Carlos Bezerra (MT), Lula quer que até 20 de janeiro, nove dias antes das eleições, os partidos da coalizão unifiquem as candidaturas do presidente atual, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e seu concorrente Arlindo Chinaglia (PT-SP).

"O grande teste da coalizão é agora", disse Puccineli a jornalistas. "O concubinato é reconhecido legalmente ou vamos para um casamento (entre os partidos) de véu e grinalda, de fato e direito?"

Nelson Trad acrescentou que Lula está preocupado porque a divisão da base entre dois candidatos pode levar a um resultado supreendente, como foi a vitória de Severino Cavalcanti (PP-PE), em fevereiro de 2005. Segundo Trad, Lula considerou essa possibilidade "um desastre".

"A expressão do presidente foi essa: a eleição do Severino constituiu um desastre para o conceito de afirmação do parlamento. A preocupação dele e de todos é não sofrermos novamente um tropeço e um desastre", relatou Trad.

Depois das entrevistas dos peemedebistas, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou que a divisão "pode potencializar uma outra candidatura", mas não concordou que a coalizão esteja formalmente ameaçada.

"Se vai ser um teste da coalizão, isso vai depender dos presidentes dos partidos. Pretendo ouvi-los na próxima semana para saber se eles colocam a eleição da Câmara como tema constituinte da coalizão", disse Genro a jornalistas.

O ministro disse que levou Aldo e Arlindo para conversar separadamente com Lula, na quarta-feira, mas que o presidente apenas "ouviu os argumentos" de cada um e "não emitiu nenhum juízo de valor".

Tarso Genro disse que o Planalto não quer atuar "como árbitro, mas como mediador político" entre os dois candidatos da base. Ele não explicou por que o prazo dado por Lula para um entendimento vai até o dia 20.

"Digamos que é um prazo metafísico," disse o ministro.

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