Com a aproximação das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma ampla reformulação no primeiro escalão do governo.
Na maioria dos casos, a tendência é que as pastas passem a ser comandadas interinamente pelos atuais secretários-executivos, garantindo a continuidade administrativa até a definição de novos titulares.
As mudanças devem ocorrer ao longo dos próximos três meses. Pela legislação eleitoral, autoridades que pretendem concorrer a cargos diferentes dos que ocupam atualmente precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito.
Para as eleições de 2026, o prazo final para o afastamento é 4 de abril. A medida atinge ministros que planejam disputar governos estaduais, cadeiras na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal.
Além do projeto de reeleição de Lula, o Palácio do Planalto busca ampliar a base eleitoral, especialmente no Congresso, com o objetivo de fortalecer a governabilidade em um cenário ainda considerado desfavorável à esquerda nas casas legislativas.