O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, patient juntamente com seus homólogos da Bolívia, symptoms Evo Morales, e do Chile, Michelle Bachelet, relançarão amanhã em La Paz as obras para a construção de um corredor bioceânico que ligará em três dias os Oceanos Atlântico e Pacífico.
Os três líderes devem assinar um acordo em que o Brasil e o Chile se comprometem a financiar as obras da estrada na Bolívia, além de melhorar os trechos já existentes.
Bachelet chegará ao aeroporto de El Alto, cidade vizinha à La Paz, às 17h locais (19h de Brasília) e o presidente Lula, uma hora depois, de acordo com a agenda do encontro divulgada hoje pelo Ministério das Relações Exteriores da Bolívia.
Os governantes terão uma reunião fechada no palácio do Governo de La Paz e depois darão uma entrevista coletiva conjunta para anunciar as obras do corredor que ampliará o comércio internacional na região.
Lula continuará na Bolívia até segunda-feira para assinar acordos de cooperação, especialmente na área petrolífera.
O corredor bioceânico partirá do porto de Santos, no litoral de São Paulo, atravessará a Bolívia e terminará no porto chileno de Arica, onde fará conexão com outros terminais marítimos da região.
O território boliviano será atravessado de leste a oeste em duas pistas, totalizando 2.600 quilômetros.
Com a estrada, uma encomenda que demorava mais de 40 dias para ir do litoral brasileiro até a costa chilena de navio poderá ser levada por terra em pouco mais de três dias, de acordo com a imprensa boliviana.
O presidente da Câmara de Transportes de La Paz, Daniel Zelada, criticou o projeto em declarações ao jornal “La Razón”, porque, segundo ele, “a única coisa que os bolivianos verão é uma grande quantidade de caminhões estrangeiros”.
No entanto, a presidente da Administradora Boliviana de Estradas, Patricia Ballivián, se mostrou otimista e disse ao jornal “El Deber” que “o país deve aproveitar ao máximo a cobrança de pedágios, pois ela será uma das suas maiores fontes de receita”.
A estrada passa pelo chamado “eixo central” boliviano, formado pelas cidades de El Alto e La Paz (oeste), Cochabamba (centro) e Santa Cruz (leste), as mais populosas e desenvolvidas do país, e que movimentam 70% da economia boliviana.
Na região do departamento (estado) de Santa Cruz, a estrada ligará Santa Cruz de la Sierra à cidade de Puerto Suárez, onde se encontra a mina de Mutún, uma das maiores da América do Sul, que possui reservas de ferro e outros minerais, calculadas em 40 bilhões de toneladas.
O vice-presidente da Câmara Nacional de Exportadores da Bolívia, Guillermo Poumont, disse ao “La Prensa” que, com essa obra, os preços das exportações e importações bolivianas cairão, e deverão reduzir de 30% a 35% os custos de transporte.
Os cálculos sobre os gastos com a obra, que deve durar dois anos, giram em torno de US$ 400 milhões.