MAYARA PAIXÃO E ISABELLA MENON
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS)
O presidente Lula (PT) tem encontros marcados com o senador Bernie Sanders, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, seu aliado Yamandú Orsi, nesta segunda-feira (21).
Em agenda reduzida, o petista está em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU, onde discursará na terça (22) logo pela manhã.
Lula permanecerá na residência do representante do Brasil na ONU no transcorrer da segunda, segundo seus aliados. O petista teria recebido ao redor de 30 pedidos de encontros com diferentes líderes, mas terminou alinhando poucos encontros.
Ele chegou à cidade no início da noite deste domingo (20) e, a princípio, voltará ao Brasil logo após discursar na terça, para seguir em agenda eleitoral para o pleito que disputa no próximo dia 4.
A reunião com Mamdani foi feita a pedido do próprio prefeito de Nova York. Já o senador Bernie Sanders, socialista independente e que vota com os democratas, é um aliado de longa data de Lula, com quem o petista já se encontrou.
Bernie tem um histórico de apoio à democracia e ao progressismo no Brasil. Em 2016, ele se opôs fortemente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que chamou de golpe. Em junho de 2019, defendeu a libertação de Lula da prisão e a anulação das acusações contra ele.
Na época, afirmou: “Está mais claro do que nunca que Lula da Silva foi preso em um processo politizado que lhe negou um julgamento justo e o devido processo legal”.
Sanders também ligou para Lula logo depois que o presidente saiu da prisão, em novembro de 2019. Ele se encontrou com Lula durante a visita oficial do presidente a Washington, no início de 2023.
O senador rambém tem defendido de forma enfática nos últimos anos eleições livres e justas no Brasil, além de se opor às campanhas de desinformação da extrema direita no país.
Em 2022, por exemplo, afirmou que os EUA deveriam romper a relação com o Brasil caso Bolsonaro não respeitasse o resultado das eleições.
Yamandú, por sua vez, é um dos últimos aliados de esquerda de Lula na América Latina, em um momento no qual a região tem sido predominada pela eleição de líderes de direita.
A grande dúvida é se o presidente terá ou não algum momento de conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento delicado da relação bilateral. Até aqui não há reunião prevista, e seus auxiliares calculam que seria difícil que ocorresse.
Os dois, no entanto, podem conversar nos bastidores da ONU, como já ocorreu no ano passado.