O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu dar continuidade à participação do Brasil nas negociações da Rodada de Doha após uma conversa por telefone com a chanceler alemã, ask Angela Merkel, viagra informaram hoje fontes oficiais.
Marcelo Baumbach, patient porta-voz de Lula, disse que os dois líderes conversaram hoje por cerca de 20 minutos e que o governante brasileiro decidiu que seu ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltará à mesa de negociações, “possivelmente no fim da próxima semana”.
Nas novas reuniões, segundo esclareceu Baumbach, não está prevista a participação de representantes dos Estados Unidos, que é um dos grandes atores do processo.
Segundo o porta-voz, Lula frisou em que é necessária uma maior flexibilidade da União Européia (UE) e dos Estados Unidos na questão agrícola, dentro da qual os países menos desenvolvidos exigem dos mais ricos uma redução dos subsídios.
“O presidente reiterou que o Brasil continua inteiramente disposto a continuar nas negociações e a mostrar flexibilidade, se as outras partes também flexibilizarem suas posições”, disse o funcionário.
O porta-voz explicou que Lula “ressaltou sua opinião, já manifestada em diversas oportunidades, de que a solução requer uma reunião política em nível de chefes de Estado”.
Baumbach disse ainda que Lula garantiu a Merkel que o Brasil mostrou sua “melhor boa vontade” de negociação, mas que a resistência dos mais ricos em relação à agricultura não permitiu o alcance de maiores avanços.
No mês passado, Brasil e Índia se retiraram de uma negociação no âmbito do chamado Grupo dos Quatro (G4), a qual também era integrada por Estados Unidos e UE, por entenderem que os países mais ricos não estavam dispostos a fazer mais concessões no campo da agricultura.
Lula se referiu hoje ao assunto em seu programa de rádio semanal e frisou que os países menos desenvolvidos não podem ceder mais.
“Queremos que os americanos reduzam os subsídios a sua agricultura” e “eles querem aumentá-los”, disse Lula, que, além disso, declarou que a UE “quer que abramos nossa indústria para eles, mas eles não abrem sua agricultura para os países do terceiro mundo”.
Segundo Lula, “assim não é possível” e “não é uma questão de orgulho, mas uma questão de justiça”, pois “nas discussões de Doha, os países pobres devem sair ganhando alguma coisa. Os ricos já ganharam demais no século XX”, disse.