O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará quatro horas no Paraguai para três atos oficiais durante a visita que realizará em 30, informou hoje o chanceler paraguaio, Héctor Lacognata.
Lula, que chegará a partir da fronteira com o Uruguai após uma reunião com o chefe de Estado desse país, José Mujica, manterá um encontro com seu colega paraguaio, Fernando Lugo, disse o chefe da diplomacia paraguaia.
Lacognata detalhou à rádio “Ñandutí” que Lula e Lugo irão depois à localidade de Villa Hayes, a 60 quilômetros ao noroeste de Assunção, para o início de uma linha de transmissão de 500 quilowatts entre a hidroelétrica de Itaipu e Assunção.
Essa obra faz parte de um acordo bilateral assinado pelos chefes de Estado em 25 de julho de 2009 em Assunção, pelo qual o Brasil se comprometeu a ceder maiores benefícios ao Paraguai na exploração conjunta dessa represa, situada na fronteira com o Rio Paraná.
O projeto de US$ 400 milhões foi apresentado como uma contribuição do Brasil, mas depois ficou esclarecido que será solvido pelo programa de fundos estruturais do Mercosul, que ambos os países integram com a Argentina e Uruguai.
A mudança de opinião das autoridades brasileira motivou duras críticas da oposição e da imprensa local.
Outros pontos do pacto como as compensações que recebe Paraguai pela cessão ao vizinho país de parte da energia estão sujeitos à aprovação no Congresso brasileiro.
Além disso, o acordo abre a possibilidade de que o Paraguai negocie diretamente o excedente que lhe corresponde no sistema elétrico brasileiro e define as bases para a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Paraná, fronteira natural entre os países.
Este investimento correrá por conta do Brasil.
Lacognata comentou que a estadia de Lula no Paraguai será aproveitada para participar de um ato vinculado à construção de uma fábrica de concreto que a empresa brasileira Camargo Correa empreende nessa região, associada a investidores paraguaios.