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Política & Poder

Lula exalta julgamento de golpistas na abertura do ano Judiciário no STF

O presidente destacou a força das instituições brasileiras e alertou para riscos de desinformação nas eleições de 2026.

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 16h59

lula e fachin

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na cerimônia que abriu os trabalhos do Judiciário em 2026, nesta segunda-feira (2), no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou o julgamento por tentativa de golpe de Estado que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, militares e políticos aliados.

Lula afirmou que começa o ano com confiança e esperança renovadas, pois as instituições cumpriram seu papel. “Esperança porque o Brasil demonstrou mais uma vez que é muito maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria”, disse o presidente, que lembrou ataques externos sofridos pelo país em 2025.

“O Brasil respondeu com altivez, com base no direito internacional, com a força de suas instituições e, sobretudo, com a legitimidade conferida pelo povo. Reafirmamos que nenhuma nação se constrói sob tutela, e que a democracia brasileira não se curva a pressões e intimidações de quem quer que seja”, afirmou.

O presidente citou o Judiciário como guardião da Constituição e do voto popular, negando que o STF tenha buscado protagonismo. Ele lembrou que ministras e ministros enfrentaram pressões e ameaças de morte, mas não fugiram de seu compromisso constitucional.

Lula ponderou que a ação penal da trama golpista representou um marco histórico na democracia brasileira, que saiu fortalecida da tentativa de golpe liderada por autoridades e militares do governo anterior. “A condenação dos golpistas deixou uma mensagem clara: os responsáveis por qualquer futura tentativa de ruptura democrática serão punidos com o rigor da lei”, acrescentou.

Outro tema destacado foi o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que deve ser formalizado na próxima quarta-feira (4), entre os Três Poderes. “Mais que um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário, esse precisa ser um pacto que envolva toda a sociedade brasileira. Um pacto que envolva, sobretudo, os homens deste país. Que precisam entender que não são donos de ninguém”, afirmou.

Além da punição contra agressores, Lula defendeu a educação dos meninos para conscientizar que nada justifica violência contra mulheres, seja na realidade ou no ambiente digital.

No discurso, o presidente alertou para os riscos da tecnologia nas eleições de 2026, defendendo o papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir abusos como disparos em massa de fake news, uso indevido de algoritmos, contratação de influencers para atacar adversários e utilização de Inteligência Artificial para falsificar conteúdos.

“Democracias ao redor do mundo enfrentam frequentes tentativas de manipulação da opinião pública, com o uso de novas tecnologias. E uma mentira repetida mil vezes tem o poder de influir em resultados eleitorais”, disse. Lula defendeu que a Justiça Eleitoral atue com rigor, velocidade e precisão, utilizando modernas ferramentas tecnológicas para que a vontade popular prevaleça.

Por fim, Lula destacou a operação da Polícia Federal chamada Carbono Oculto, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de postos de combustíveis e empresas do mercado financeiro. “A Polícia Federal e a Receita Federal chegaram aos mandantes do crime organizado: magnatas do crime, que vivem no andar de cima, que não estão nas comunidades, e sim em alguns dos endereços mais nobres no Brasil e no exterior”, disse.

Ele acrescentou que não importa onde os criminosos estejam ou o tamanho de suas contas bancárias, as investigações serão aprofundadas e todos pagarão pelos crimes cometidos.

*Com informações da Agência Brasil

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