O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje estar confiante quanto a assinar um acordo comercial entre o Mercosul e a União Européia (UE), no rx o que pode ocorrer em maio de 2008 durante uma visita da chanceler da Alemanha, about it Angela Merkel, ed ao Brasil.
O Governo também está interessado na conclusão da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e em flexibilizar sua posição nas negociações, disse Lula em discurso a empresários na abertura do “Encontro Econômico Brasil-Alemanha”, em Blumenau (SC).
“O Brasil tem todo o interesse em um acordo entre a União Européia e o Mercosul. Agora que o Mercosul se tornou um parceiro estratégico da UE, queremos que o Brasil seja uma espécie de patrocinador deste acordo de livre-comércio”, disse.
“Espero que, quando a chanceler Merkel vier, possamos assinar este acordo e mostrar para o Mercosul, a América do Sul e a União Européia que está pronto”, explicou o presidente.
União Européia e Mercosul já negociam um acordo em bloco há alguns anos, mas a iniciativa está estagnada, principalmente porque os sul-americanos pedem o fim dos subsídios ao setor agrícola vigentes na UE, enquanto que os europeus solicitam uma maior abertura dos setores industriais e de serviços do Mercosul.
“A União Européia até agora não abriu (o mercado) para os chamados produtos sensíveis. Mas muitas vezes o que é sensível para a Europa é o que mais interessa ao Brasil exportar. Agora estamos nessa briga”, resumiu Lula.
“Eles querem um número maior de produtos industriais e estamos dispostos a flexibilizar”, afirmou. “Os números estão na mesa”, disse o presidente, assegurando que a oferta da UE “não apresenta uma diminuição dos subsídios”.
Lula também declarou ter pedido na semana passada ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para organizar uma reunião do G20 em Genebra com o objetivo de tentar retomar as negociações comerciais no marco da OMC.
O G20, liderado por Brasil, Índia, China e África do Sul, reúne 20 países em desenvolvimento com forte presença no mercado mundial de bens básicos, matérias-primas e produtos agrícolas.
“Mas essa flexibilização não pode inviabilizar a possibilidade de os países em desenvolvimento se transformarem em países industriais”, disse Lula.
“Somos muito cuidadosos com os números. Temos Argentina, México, China e Índia e queremos construir um programa que possa ajudar todos, mas os mais pobres do planeta devem ser os maiores beneficiados dos acordos originados na Rodada de Doha”, ressaltou.
Lula defendeu sua política comercial de crescimento das exportações, conquistando novos mercados no resto da América Latina, hoje o principal parceiro comercial do Brasil.
“E isso sem diminuir nossa relação comercial com a Europa e os Estados Unidos, somente buscando novos nichos e oportunidades para que nossos empresários possam construir relações duradouras e definitivas, não só para comprar e vender”, afirmou.