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Política & Poder

Lula encerra 6ª Conferência das Cidades com promessa de 3 milhões de moradias

O presidente destacou a organização de movimentos sociais e investimentos em habitação digna e prevenção a desastres climáticos.

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 19h16

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, do encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília (DF). Durante o evento, ele enfatizou a importância da organização dos movimentos sociais para benefícios à população, como a recriação do Ministério das Cidades e a promoção de programas de habitação.

Lula afirmou que, quando os movimentos se organizam e reivindicam participação, o resultado é positivo para os brasileiros. Ele prometeu alcançar o recorde de três milhões de casas populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida, superando a meta inicial de dois milhões. ‘Temos que fazer cada vez mais casas, para que possamos ter, neste país, todo mundo com a sua casa própria para morar’, declarou o presidente.

A conferência, retomada após 13 anos de interrupção, reuniu mais de 2,5 mil representantes do poder público, sociedade civil, movimentos sociais, setor empresarial e especialistas. Iniciada na terça-feira, 24 de fevereiro, o evento debateu temas como desenvolvimento urbano, a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e elaborou um texto de referência para ações futuras. No último dia, os participantes definiram os novos membros do Conselho das Cidades.

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que fóruns como esse promovem transformações ao ouvir a sociedade. ‘É ouvindo a opinião de vocês que conseguimos fazer as mudanças de que o Brasil precisa’, disse. O secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Augusto do Amaral Rocha, celebrou a retomada da participação social, mencionando desafios passados como o desmonte de políticas de habitação e a campanha Despejo Zero durante a pandemia.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, recordou o fechamento do Ministério das Cidades em 2016 e a destruição de políticas públicas, contrastando com a volta de medidas para melhorar a qualidade de vida. Lula também abordou o cenário econômico positivo, com a menor inflação em quatro anos, menor desemprego, maior massa salarial, recorde de exportações e redução nos preços dos alimentos.

O tema da prevenção e adaptação às mudanças climáticas foi enfatizado, com o governo investindo mais de R$ 32 bilhões em políticas preventivas. No Rio Grande do Sul, R$ 6,5 bilhões foram destinados a obras de macrodrenagem e contenção de encostas. A representante do Conselho das Cidades, Maria das Graças de Jesus, apontou que populações periféricas, especialmente mulheres e negros, são as mais afetadas. Cristiano Schumacher, do Movimento Nacional de Luta por Moradia, cobrou a aprovação urgente de um projeto de lei para o Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano.

Lula lembrou o descaso histórico com áreas de risco e anunciou que, no sábado, 28 de fevereiro, visitará regiões afetadas por chuvas na Zona da Mata mineira, em municípios como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, para se reunir com prefeitos e famílias das vítimas. Ele mencionou problemas semelhantes em Paraty, Angra dos Reis e interior de São Paulo.

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