O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira, 7 de maio, na Casa Branca, em Washington. O encontro, que durou três horas, foi destacado por Lula como um passo importante na consolidação das relações democráticas e históricas entre Brasil e Estados Unidos.
Em entrevista coletiva, Lula enfatizou a disposição do Brasil para discutir qualquer assunto com outros países, sem abrir mão da democracia e da soberania. “Saio daqui com a ideia de que demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos”, declarou o presidente.
Donald Trump, por sua vez, descreveu a reunião como “muito boa” em uma rede social e informou que novos encontros entre representantes dos dois países já estão agendados.
Um dos pontos centrais da conversa foi o comércio bilateral, especialmente as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Lula sugeriu que os ministros se reúnam em 30 dias para resolver a questão. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, confirmou que as negociações visam encerrar a seção 301 e estabelecer novas regras para o futuro.
Sobre minerais críticos, Lula informou a Trump que a Câmara dos Deputados aprovou recentemente um marco regulatório. O Brasil está aberto a investimentos de qualquer nação para explorar esses recursos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, expressou otimismo quanto aos investimentos americanos no setor.
O diálogo também abrangeu a cooperação em crimes transnacionais e combate ao crime organizado. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, descreveu a reunião como produtiva e amistosa, cobrindo temas como comércio, tarifas e minerais críticos.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou propostas de grupos de trabalho para asfixia financeira de organizações criminosas. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mencionou avanços em cooperação aduaneira, incluindo a troca de informações sobre contêineres, que já resultou na apreensão de meia tonelada de armas, e perspectivas de novos acordos em lavagem de dinheiro.