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Política & Poder

Lula diz que, se não tiver acordo com EUA sobre tarifas, terá de aplicar Lei da Reciprocidade

As declarações, em referência a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional, ocorreram nesta segunda-feira, 21

Redação Jornal de Brasília

21/09/2026 17h26

lula anuncia investimentos para ampliação e modernização de aeroportos (1)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília, 21 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que pretende continuar negociando com os Estados Unidos pela retirada do tarifaço sobre os produtos brasileiros, mas que o Brasil pode tomar providências se o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, não quiser avançar com as conversas. As declarações, em referência a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional, ocorreram nesta segunda-feira, 21, à jornalista Christiane Amanpour, âncora da CNN Internacional.

“Eu não vou ficar chorando pelo leite derramado. Eu vou procurar outros lugares para comprar e vender. É assim que eu faço política. E nós podemos aplicar a Lei da Reciprocidade com os Estados Unidos. Eu sou muito cauteloso”, disse Lula. “Enquanto estiver na mesa de negociação, eu não preciso fazer a lei da reciprocidade”, continuou. “Mas é importante saber que, se não tiver acordo, nós vamos ter que aplicar a Lei da reciprocidade”, acrescentou.

Lula chegou em Nova York, nos Estados Unidos, no domingo 20. O presidente fará o tradicional discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22. Não há confirmação de que ele terá um encontro bilateral com Trump.

Os Estados Unidos mantêm a vigência de um tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros. O governo norte-americano aplicou a medida em 22 de julho, como forma de “punição” por práticas comerciais consideradas desleais, após uma investigação que envolveu temas como o Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.

Em 24 de julho, Trump estabeleceu uma sobretaxa de 12,5% como resposta a uma investigação do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) sobre a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

O governo brasileiro disse à Organização Mundial do Comércio (OMC) que as medidas aplicadas pelos Estados Unidos são incompatíveis com as regras do comércio internacional. O Brasil também questiona a consistência das investigações que dão suporte às tarifas.

Estadão Conteúdo

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