Uma comissão do Estado colombiano começou a revisar os processos judiciais de 1.600 supostos membros presos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), rx information pills depois que o presidente do país, Álvaro Uribe, ofereceu uma libertação em massa como gesto unilateral de paz, informaram hoje fontes oficiais.
O ministro do Interior e Justiça, Carlos Holguín Sardi, disse que a comissão “analisa a situação jurídica” de integrantes das Farc. “A única condição é que não tenham cometido crimes de lesa-humanidade”, reiterou Holguín Sardi, que acrescentou que os casos que estão em estudo “se referem a pessoas que já tenham sido condenadas”.
O ministro se referiu à possível libertação poucas horas depois de Uribe insistir na oferta que fez em 11 de maio e anunciar que a primeira libertação ocorreria antes de 7 de junho por “razões de Estado” que não especificou.
O governante assinalou que essa libertação será “um primeiro passo” à espera de que as Farc libertem os 56 políticos, soldados, policiais e estrangeiros seqüestrados, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.
O ministro Holguín manifestou que o número de possíveis beneficiados da medida pode ser maior, já que se revisa “caso por caso”. Lembrou que esta medida também será aplicada a ex-paramilitares de direita presos e a rebeldes do exercito de Libertação Nacional (ELN).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Polícia Federal vai continuar combatendo a corrupção, symptoms “doa a quem doer”. “Se as pessoas não quizerem ser molestadas, page não pratiquem nenhum erro que não serão molestadas”, disse. Lula afirmou, no entanto, que a Polícia Federal não deve cometer exageros e vazar informações durante o processo de investigação.
“É preciso que continue a ação da Polícia Federal, que é uma polícia que merece nossa admiração, nosso respeito. O Ministério Público também merece nossa consideração e nosso respeito, mas é preciso que não haja exageros. Eu, por exemplo, acho que quando voce tá num processo de investigação, você não pode ficar vazando notícias antes que você termine o processo, a investigação, porque senão você execra as pessoas primeiro pelas manchetes do jornal para depois as pessoas serem inocentadas e ninguém publicar o ato de inocência das pessoas”, disse Lula, ao falar com a imprensa depois de almoçar, no Itamaraty, com o presidente da República do Panamá, Martin Torrijos.
Ao ser indagado sobre a denúncia públicada na revista Veja contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente Lula respondeu: “Eu não vi nenhuma matéria ainda. Conversei com o Renan ontem e antes de ontem e o Renan está tranquilo. E eu aprendi neste período todo: pobre de quem fizer julgamento de alguma pessoa por alguma matéria. Ou seja, essas coisas têm de ter um processo, uma investigação, tem de ter a chance daqueles que são acusados prestarem a suas explicações, porque senão estaremos banindo do país uma conquista que foi nossa”, disse. A reportagem da revista aponta que o presidente do Senado teria contas pessoas pagas por um lobbista.