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Política & Poder

Lula diz que deputado ‘defendeu crime organizado’, em referência a vídeo de Nikolas sobre o Pix

A norma estendia o monitoramento do fisco aos novos membros do sistema financeiro notadamente o Pix, entre os meios de transação, e fintechs e bancos digitais, entre as instituições

Redação Jornal de Brasília

29/08/2025 12h36

brasília (df), 01/08/2025 o presidente luiz inácio lula da silva participa da entrega simultânea de 1.876 unidades habitacionais do minha casa, minha casa, em cerimônia virtual no palácio do planalto. foto: marcelo camargo/agência brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

ARTUR BÚRIGO
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS)

O presidente Lula (PT) criticou nesta sexta-feira (29) de forma indireta o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e disse que ele fazia uma defesa do crime organizado com sua campanha contra a instrução normativa de fiscalização do Pix.

A norma estendia o monitoramento do fisco aos novos membros do sistema financeiro notadamente o Pix, entre os meios de transação, e fintechs e bancos digitais, entre as instituições. Ela foi suspensa em janeiro deste ano após um vídeo viral do deputado mineiro que hoje tem 9 milhões de visualizações no Instagram.

“Tem um deputado que fez uma campanha contra as mudanças que a Receita Federal propôs e agora está provado que o que ele estava fazendo é defender o crime organizado”, afirmou o presidente em entrevista à rádio Itatiaia.

Procurado, Nikolas não respondeu até a publicação da reportagem.

A declaração de Lula acontece um dia depois da operação Carbono Oculto, que mira empresas do setor de combustíveis e do mercado financeiro com suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

O secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, também disse em entrevista coletiva que a campanha contra a instrução normativa de fiscalização do Pix ajudou o crime organizado.

“As operações de hoje [quinta-feira] mostram quem ganhou com essa mentira, com essas fake news: o crime organizado. As operações mostram que, independentemente das intenções, as pessoas que espalharam aquelas fake news, aquelas mentiras no início do ano, ajudaram o crime organizado”, disse Barreirinhas sem citar o parlamentar.

O PCC expandiu o uso de instituições financeiras e fundos de investimento para impedir o rastreamento e lavar dinheiro. Segundo a Receita, mil estabelecimentos vinculados à facção movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

A Receita Federal vê um processo de “bancarização do crime organizado”.

As fintechs participantes do esquema colocariam recursos ilegais no mercado financeiro, onde se torna mais difícil questionar, uma vez investidos em fundos, se a origem é regular ou não.

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