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Política & Poder

Lula defende PEC para reestruturar segurança pública e criar ministério

Proposta eliminará necessidade de GLO e fortalecerá forças federais com mais recursos e inteligência

Redação Jornal de Brasília

14/04/2026 16h14

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em entrevista concedida nesta terça-feira (14/4) no Palácio do Planalto aos jornalistas Leonardo Attuch (Brasil 247), Kiko Nogueira (DCM) e Renato Rovai (Revista Fórum), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. Segundo ele, a medida permitirá ao Brasil adotar um novo modelo de atuação na área, eliminando a necessidade de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Lula recordou que a Constituição de 1988, atendendo aos apelos dos estados, atribuiu a responsabilidade pela segurança pública aos entes federativos, limitando a interferência federal. Com a PEC, o presidente afirmou que o país terá uma Polícia Federal e uma Polícia Rodoviária Federal mais robustas, com maior efetivo e inteligência, além de uma Guarda Nacional para intervenções necessárias, tornando obsoleta a GLO.

Outro avanço previsto é a criação de um Ministério da Segurança Pública, equipado com um orçamento significativo. Lula destacou as limitações atuais do governo federal, citando o Fundo de Segurança Pública de R$ 2 bilhões, contra R$ 10 bilhões gastos por um estado como a Bahia. “Segurança pública não é isso”, enfatizou, referindo-se às ações pontuais como a compra de viaturas.

No combate à corrupção, o presidente argumentou que o tema ganha destaque quando há apuração eficiente. Ele orientou a Polícia Federal a esclarecer os períodos de início dos casos, revelando origens e governos envolvidos, para uma “jogo da verdade” que dê à sociedade a dimensão real dos crimes organizados.

Por fim, Lula criticou o impacto das apostas online, as bets, que afetam negativamente milhares de famílias. Ele defendeu um controle governamental para coibir essa “jogatina” que invade os meios de comunicação no Brasil. As informações foram retiradas do Governo Federal.

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