O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira, 5, que tanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto o vice-presidente, Geraldo Alckmin, sabem que eles “têm um papel a cumprir em São Paulo”. Foi a primeira cobrança pública feita pelo presidente aos dois aliados quanto à participação deles nas eleições estaduais paulistas.
“Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Ainda não conversei com Haddad e com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo. A Simone (Tebet) tem um papel a cumprir e também não conversei com ela”, disse o presidente.
Lula citou explicitamente os nomes de Haddad e Alckmin como possíveis candidatos a governador de São Paulo, incluindo o nome da ministra do Planejamento, Simone Tebet, também na equação.
“Eu acho que podemos ganhar as eleições em São Paulo se a gente escolher um candidato a governador, o Alckmin ou o Haddad, a Simone Tebet, nós vamos ganhar as eleições em São Paulo”, declarou. “Vamos ter uma grande participação eleitoral. Temos mais dificuldades em alguns Estados, menos em outros. Vamos ter de fazer o jogo político que temos de fazer.”
As declarações ocorreram em entrevista ao UOL News. Lula reconheceu a dificuldade de ter a maioria dos votos a presidente no Estado de São Paulo. Disse que só conseguiu isso uma vez, em 2002, contra o então candidato do PSDB, José Serra.
“Eu só ganhei uma eleição em São Paulo, que foi em 2002, contra o Serra. Tive 51% dos votos. Nas outras todas eu perdi. Perdi para o Fernando Henrique Cardoso, para o Alckmin. E perdi por 3%, 4%, 5%”, disse.
Pacheco
O presidente da República também deu um recado sobre a composição do seu palanque em Minas Gerais. Falando diretamente à Câmera, deu um recado direto ao ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
“Em Minas Gerais, posso dizer que vamos ganhar as eleições em Minas Gerais outra vez. Vamos ganhar comigo na Presidência. Acho que temos algumas alternativas importantes. Quero dizer em alto e bom som: eu ainda não desisti de você, Pacheco, vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas Gerais”, disse, em tom bem humorado.
Estadão Conteúdo