Poucas horas após o ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), healing Milton Zuanazzi, advice anunciar que deixaria o cargo, order o ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou que isso não aconteceu antes porque o órgão responsável por regulamentar e fiscalizar o setor aéreo já tinha perdido quatro dos seus cinco diretores e ficaria sem comando. Declarou também que, com a saída dele, uma página foi virada.
“Ele não podia se afastar antes porque a Anac ficaria acéfala e seria um desastre para o sistema”, disse Jobim ao participar de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, na Câmara dos Deputados. O ministro comentou que com o pedido de exoneração de Zuanazzi e a nomeação de três novos diretores, a Anac retornará à normalidade.
Ontem, dia em que dois novos diretores da Anac foram nomeados (o economista Marcelo Guaranys e o engenheiro Alexandre Gomes de Barros), Zuanazzi antecipou ao ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, que entregaria hoje sua carta de renúncia. No último dia 22, o brigadeiro Allemander Jesus Pereira Filho, especialista em controle aéreo e infra-estrutura aeroportuária, já havia sido nomeado.
Jobim disse que sua pretensão é de que a atual presidente da Secretaria de Aviação Civil, Solange Vieira, ocupe a presidência da Anac. Segundo o ministro, Solange “conhece muito bem a questão da fiscalização”.
Durante a audiência, o ministro também respondeu à declaração de Zuanazzi, que afirmou que não gostaria de trabalhar com Jobim por discordar das suas propostas para resolver problemas do setor aéreo. “Ele disse que não gostaria de trabalhar comigo e, efetivamente, não deverá trabalhar, tendo em vista que o trinômio que eu defendo é segurança, regularidade e pontualidade. Se esse trinômio não serve [para Zuanazzi], [ele] não serve para o trabalho e nós viramos a página e vamos em frente”.
Jobim ainda ironizou Zuanazzi por declarar que os aeroportos brasileiros não têm condições para receber os estrangeiros que virão ao país em 2014, a fim de assistir à Copa do Mundo. “Ah, ele veio dizer isso agora?”, disse o ministro.
Ao fim da audiência, questionado sobre a crise do setor aéreo, Jobim explicou que os passageiros poderão voltar a enfrentar atrasos e cancelamentos durante as férias do final de ano, mas que não haverá problemas de segurança. “A questão de segurança, em princípio, está resolvida. Agora, há o problema da leniência da fiscalização em relação à manutenção de aeronaves. Com a recomposição da Anac, vamos otimizar isso”.