O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vacarezza (PT/SP), disse hoje (8) que o balanço do primeiro semestre foi “bastante positivo para a Câmara, o povo brasileiro e o governo”, pois as principais medidas que o Executivo encaminhou à Casa foram aprovadas.
“Evitamos que o clima eleitoral e o eleitoralismo prevalecessem na maioria das votações: perdemos uma votação importante, que foi a do fator previdenciário. O presidente vetou e a sociedade encarou bem o veto”, afirmou.
O deputado paulista ressaltou que o semestre foi concluído com a votação maciça de projetos na Câmara e no Senado e, finalmente, o da LDO, que ele também considerou ter sido aprovado da forma como o governo queria, “salvo dois ou três pontos que foram objeto de acordo com a oposição”.
Vacarezza falou também sobre a votação dos projetos do pré-sal. Disse que dos quatro itens do projeto, dois foram resolvidos – a capitalização da Petrobras e a Petro-sal -, votados pelas duas casas, com o primeiro já sancionado e o segundo a ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os outros dois estão em processo de votação na Câmara e no Senado – o sistema de partilha e o Fundo Social.
De acordo com o líder governista, “como não haverá leilão este ano, não haverá perda para o governo se o restante do pré-sal for aprovado depois das eleições”.
Para o segundo semestre, Vacarezza destacou que há três medidas provisórias importantes para serem votadas, entre elas as que tratam da Copa de 2014 no Brasil e das Olimpíadas de 2016, a desoneração de impostos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e seus associados e a criação da autoridade que será responsável pela organização dos Jogos Olímpicos.
Entre as prioridades do primeiro semestre que não foram aprovadas, Vacarezza citou o projeto de banda larga nas escolas, mas disse que depois das eleições será retomada a pauta normal.