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Política & Poder

Lewandowski cita ‘limitações’ em carta

Não há uma definição sobre quem vai assumir o Ministério da Justiça no lugar de Lewandowski

Redação Jornal de Brasília

08/01/2026 21h22

lewandowski 2025

Lula Marques/ Agência Brasil

Brasília, 8 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou ontem, em carta, seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, Lewandowski disse ter a “convicção” de que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade”, mas reforçou as “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas à frente da pasta.

“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, disse.

Lewandowski deixa o cargo hoje. O ministro alegou “razões de caráter pessoal e familiar”. “Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência (Lula), sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros”, disse o ministro.

Não há uma definição sobre quem vai assumir o Ministério da Justiça no lugar de Lewandowski. Também não há um posicionamento definitivo sobre se a pasta será dividida em duas. O secretário executivo, Manoel Carlos, é uma pessoa de confiança de Lewandowski e está indefinido se fará um processo de transição para o próximo chefe da Justiça.

Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em fevereiro de 2024. Desde então, atuou principalmente na ponte do governo com o STF, Corte da qual se aposentou em 2023, e para estabelecer medidas de combate ao crime organizado e de reforço à segurança pública.

A equipe de Lewandowski elaborou o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) para estabelecer atribuições do governo federal na segurança pública, além do projeto de lei de endurecimento no combate às facções criminosas. Ambas foram enviadas ao Congresso. O PL Antifacção foi aprovado pela Câmara e pelo Senado, mas precisa de uma última análise dos deputados. A PEC da Segurança Pública ainda não foi votada.

Lula corre para encontrar um nome para substituir Lewandowski. O Planalto quer sinalizar se importa com a área, sob risco de enfrentar mais um apagão no principal tema da campanha deste ano Um dos cotados é Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Estadão Conteúdo

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