Desde segunda-feira (26), já foram somadas oito candidaturas barradas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) com abase na Lei da Ficha Limpa. Desse total, seis concorriam ao cargo estadual e dois para a vaga federal. A lei vigente torna inelegível por oito anos, parlamentares que foram condenados em decisão colegiada e pune também quem renunciou para escapar da cassação do mandato.Dentre os candidatos que tiveram suas chapas vetadas estão o de deputado federal Silas Brasileiro (PMDB-MG), apontado por ter cometido crime de improbidade administrativa.
Em Santa Catarina, outro deputado federal João Pizzolatti, do Partido Progressista (PP), também teve a candidatuira anulada. Pizzolatti é acusado de ter contratado a empresa de um irmão quando era prefeito de Pomerode (SC).Os candidatos ao cargo de deputado estadual em Minas Gerais, Athos Avelino Pereira (PPS), ex-prefeito de Montes Claros, e Antônio Carlos Bouzada (PC do B), foram incluídos na lista de impugnações.
No Espírito Santo e no Ceará também foram impugnadas candidaturas com base na nova lei. Três candidatos à assembleia capixaba tiveram o registro negado pelo TRE local. No Ceará, um candidato a deputado estadual também teve a postulação barrada pelo tribunal do estado.Em todos os casos ainda cabe recurso.
Wilson Lima
Em Brasília, nesta semana, o TRE-DF impugnou por seis votos a zero, a candidatura do ex-governador Wilson Lima por desincompatibilização do cargo. Isso porquê, Lima, que era candidato a deputado distrital pelo Partido Social Cristão (PSC), não havia deixado o cargo com seis meses de antecedência conforme previsto nas leis eleitorais do Ministério Público Eleitoral (MPE).
Está previsto ainda para esta semana, o julgamento de Joaquim Roriz (PSC), candidato à governadoria do DF. Pedidos de impugnação para a inscrição de Roriz dão conta de que o político se encaixa na Lei da Ficha Limpa por renúncia de cargo para se desviar de uma possível cassação de mandato.