O avanço das investigações sobre a negociação de um dossiê com supostas informações contra candidatos do PSDB tem levado os envolvidos na apuração do caso a acreditarem, order thumb cada vez mais, que os recursos que seriam usados na compra dos documentos tenham origem num eventual caixa dois do PT.
A afirmação foi dada ontem por dois policiais ligados à apuração, sob a condição de terem seus nomes mantidos sob sigilo. Para um deles, a principal fundamentação da linha de apuração é a proximidade dos envolvidos com a direção do PT e com o comitê de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"São pessoas muito próximas à direção do partido e da campanha", argumentou. O informante lembra que, conforme as investigações feitas até agora, dois dos principais envolvidos na negociação, Jorge Lorenzetti e Oswaldo Bargas, eram intimamente ligados à coordenação da campanha de Lula.
Outro citado, Freud Godoy, tinha bom trânsito na direção do PT e trabalhava como assessor especial da Presidência da República. Já o advogado Gedimar Passos, preso em São Paulo com cerca de R$ 1,7 milhão, juntamente com o empresário Valdebran Padilha– também trabalhava no comitê de reeleição do presidente.
Além deles, foi envolvido no escândalo o diretor do Banco do Brasil, Expedito Veloso, afastado de suas funções, que também atuava no comitê da campanha. Outro policial que participa dos levantamentos atribui à desconfiança sobre as finanças do partido ao afastamento do então coordenador nacional da campanha, deputado Ricardo Berzoini (SP), que é presidente do PT.
No dia 20 de setembro, mesma data em que deixou a coordenação da campanha de Lula, Berzoini afirmou não ter "nenhum envolvimento nessa história" do chamado "dossiê Serra". "O afastamento do coordenador do comitê já é um indício bastante relevante da ligação do partido com os envolvidos. Ainda não podemos descartar que o dinheiro apreendido seja do PT", argumentou o policial.
Nesta terça, Lorenzetti, Bargas, Freud, Expedito, Gedimar e Valdebran tiveram suas prisões decretadas pela Justiça Federal de Mato Grosso. Todos teriam participado de maneira direta ou indireta da negociação de documentos contra os candidatos tucanos à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e ao governo de São Paulo, José Serra, com o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin.
Dono da empresa Planam, Vedoin é acusado de ser o chefe da chamada Máfia das Ambulâncias.
O pedido de revogação da prisão preventiva do empresário Luiz Antônio Vedoin foi negado ontem pelo juiz substituto da 2ª Vara Federal no Mato Grosso, sildenafil Marcos Alves Tavares. A revogação da prisão havia sido pedida pelos advogados do empresário na última sexta-feira.
Ontem, buy information pills a Justiça recebeu da Polícia Federal o pedido de quebra de sigilo bancário de Vedoin. Também foi pedida a quebra do sigilo de Paulo Roberto Trevisan, Gedimar Passos e Valdebran Padilha, todos acusados de envolvimento na compra de dossiê que comprovaria a participação de políticos no esquema de venda superfaturada de ambulâncias.
De todos os acusados de envolvimento no caso, Vedoin é o único que ainda está preso. O petista Valdebran Padilha, acusado de ser um dos intermediadores da negociação, Gedimar Passos, ex-funcionário da campanha de Lula e acusado de comprar a documentação, e Paulo Roberto Trevisan, tio de Vedoin, tiveram seus pedidos de renovação de prisão temporária negados na semana passada.
Luiz Antônio Vedoin está preso desde o último dia 15 acusado de tentar vender dossiê que comprovaria a participação de políticos do PSDB no esquema de venda superfaturada de ambulâncias por meio de emendas ao Orçamento da União. Vedoin é o dono da Planam, empresa que liderava o esquema, e é investigada pela Justiça Federal, Polícia Federal e CPI dos Sanguessugas.