O jornalista Fernando Busian, integrante da equipe de comunicação do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo na segunda-feira (30), relatando ameaças recebidas desde a quarta-feira (25).
Busian atribui os ataques a violência política de extrema-direita, iniciados após o envio de um comunicado à imprensa sobre a troca de comando na Federação PSOL-Rede, distribuído para 1,7 mil destinatários. No mesmo dia, ele começou a receber mensagens sobre cemitérios e serviços funerários, além de orçamentos falsos enviados por um perfil criado em seu nome na plataforma GetNinjas, que também incluíam serviços de segurança.
A situação agravou-se no dia seguinte (26), com mensagens anônimas no WhatsApp fazendo referência à região onde mora e ao nome de sua mãe, incluindo a frase ‘Ela sabe que o filho dela é um lixo?’. Busian, que não é filiado ao partido e atua profissionalmente com credibilidade na imprensa, classifica os incidentes como motivados por sua atuação junto ao PSOL.
Em nota conjunta, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram o caso, classificando-o como gravíssimo por envolver ameaças de morte a familiares e vazamento de dados pessoais. As entidades prestam solidariedade ao jornalista e cobram das autoridades uma investigação rigorosa para identificar e punir os responsáveis.
De acordo com o último relatório da Fenaj sobre violência contra jornalistas, foram registrados 144 ataques em 2024, número inferior aos 430 casos de 2021 e aos 181 de 2023.
Com informações da Agência Brasília