“Brasília está acima dessas dificuldades políticas. Brasília é muito maior do que nós. Nós vamos todos morrer e Brasília vai ficar aí, permanentemente”. Foi o que disse o candidato Jofran Frejat (PR) depois de constatar a derrota. Para ele, a campanha não deixa mágoas com o governador eleito, apesar dos ataques desferidos por ambos os lados.
Nem 90% das urnas já haviam sido apuradas quando Frejat falava sobre o resultado negativo, no comitê do PR. A margem de 55,56% a 44,44% já estava desenhada desde o início da contagem e ele preferiu não esperar o fim para agradecer ao apoio e explicar as razões para o revés.
Uma lição foi reforçada para Frejat, a de “não se surpreender em se surpreender” com o que poderia ser usado por adversários políticos. Ele chegou a pensar que os ataques não teriam a força que alcançaram. Mesmo assim, nada de ressentimentos.
“Ataque não era o tipo de coisa que eu gostasse de fazer. Quem me conhece sabe que eu não sou de atacar ninguém, falar mal. Se eu não puder falar bem, mal eu não falo. Fui surpreendido com algumas coisas. Lamento muito que isso tenha acontecido, mas não guardo mágoas”, resumiu.
Fora do governo
Frejat não adotará posição mais agressiva contra o governo de Rollemberg. Isso não significa, porém, que seu grupo fará parte da gestão. “Não creio que haja interesse em fazer oposição ferrenha, mas temos que nos preocupar com o destino de Brasília. E já dissemos que não queremos um toma lá, dá cá”, avaliou o ex-candidato.
Podia bem dar empate
Frejat foi votar logo pela manhã, às 10h, em uma escola no Lago Sul. Acompanhado da mulher e da filha, posou para fotos e demonstrou otimismo. Ao responder as perguntas dos jornalistas, o candidato esbanjou bom humor. “Tive capacidade para enfrentar a campanha e disposição física. Me chamaram de velho. Mas estou doido para que essa eleição acabe exatamente em empate para eu ganhar por idade”, brincou.
Quando questionado sobre a influência da tarifa a R$ 1, principal proposta da campanha, nas intenções de voto, Frejat também fez piada sobre o assunto. Para ele a população mostrou identificação com a redução. “O peso de R$ 1 é muito pouco né? É um real só. O peso grande é de R$ 3 (risos). Mas é uma questão que importa à população, principalmente para a parte mais humilde. Os dois candidatos de Goiás estão anunciando tarifa a R$ 1, Paulínia já tem esse preço. E até hoje há ônibus andando com tarifa zero. Então por que não se pode se preocupar com os mais pobres?”, completou.