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Jerônimo Rodrigues vê Lula como seu trunfo e chama ACM Neto de antipetista

Segundo Jerônimo, o atual presidente quis interferir nos conteúdos ministrados nas universidades, não respeitou a autonomia

Por FolhaPress 27/05/2022 4h54
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Juiz de Fora, interior do estado de Minas Gerais. – Eduardo Anizelli/ Folhapress

Isac Godinho
Belo Horizonte, MG

Pré-candidato ao Governo da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues afirmou nesta sexta-feira (27) que acredita na transferência de votos do ex-presidente Lula para a sua candidatura.

Segundo ele, a boa avaliação de Lula e do atual governador, Rui Costa, tendem a impulsionar a sua campanha para chegar ao segundo turno.

Em sabatina da Folha e do UOL, Rodrigues também atacou o adversário ACM Neto (União Brasil). Ele afirmou que o ex-prefeito de Salvador é antipetista e já fez ameaças ao ex-presidente Lula. Jerônimo diz que o pré-candidato da União Brasil ao governo utiliza violência para fazer política e o comparou ao avô.

“O que é mais importante para a população baiana e brasileira saber é que ele [ACM Neto] é um antipetista. Ele ameaçou por duas vezes o nosso presidente Lula, uma vez ele disse que ia dar uma surra.

Ele ainda usa o mesmo modelo do avô dele, de querer usar a violência na política e de querer enfrentar a oposição de uma forma baixa”, disse ele.

Jerônimo também criticou a falta de posicionamento do adversário em relação ao cenário federal. Segundo ele, em 2018, o ex-prefeito apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro (PL).

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“Ao final da campanha, o candidato dele e ele assumiram a candidatura e o apoio ao atual presidente. A partir dali ele começou a revelar que tinha lado, mas sempre ali em cima do muro, em uma posição sempre dúbia, querendo tirar proveito da situação”, afirmou.

O pré-candidato também fez críticas a Bolsonaro. Segundo ele, o atual governo não está preocupado com as pessoas, prega um discurso de violência e não estabelece relações institucionais com os estados.
Jerônimo foi crítico ao apoio do governo federal à população afetada pelas chuvas no sul da Bahia, no fim de 2021. Ele afirma que a visita do presidente à cidade de Porto Seguro, no dia 22 de abril, gerou uma expectativa de investimentos voltados para as famílias atingidas pelas chuvas, mas isso não se concretizou.

“Eu achava que ele iria anunciar convênios para recuperar casas, para recuperar ruas, mas ele veio brincar de moto. Isso é um ato desumano e de desrespeito”, afirmou.

O pré-candidato do PT defendeu os governos anteriores de seu partido, que governa a Bahia há 16 anos. Segundo ele, problemas de saúde, educação e segurança pública precisam de tempo para serem solucionados. E, de acordo com ele, os índices atuais são reflexos de decisões do passado, de governos anteriores ao seu partido

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“Essa situação que nós vivemos hoje é parte de uma herança muito perversa que nós vivemos na Bahia, há 20, 30 anos atrás. Nós não tínhamos um governo que pensava em gente”, disse.

Questionado sobre os índices da segurança pública, que indicam que a Bahia foi o estado brasileiro com mais mortes violentas em 2021, o candidato disse que o governo tem feito investimentos na contratação de profissionais e na compra de equipamentos. Para ele, é importante que sejam pensadas parcerias entre o governo federal, o estado e os municípios para tratar essa questão.

Ex-secretário de Educação do governo Rui Costa disse ser contra a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Ele também criticou o governo Bolsonaro em relação à gestão das universidades federais.

Segundo Jerônimo, o atual presidente quis interferir nos conteúdos ministrados nas universidades, não respeitou a autonomia universitária na escolha de reitores, além de permitir grandes cortes de verbas das instituições.

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“A minha defesa é da universidade pública, para garantir acesso e permanência, com políticas de assistência. Para garantir que a gente possa fazer pesquisa e para que a universidade possa ajudar a resolver os problemas da sociedade”, disse.

Jerônimo Rodrigues foi o quarto pré-candidato ao governo do estado a participar da sabatina da Folha e do UOL. Na segunda (23), João Roma (PL) abriu a série. Na quarta (25), foi a vez de ACM Neto (União Brasil). Na quinta (26), Kleber Rosa (Psol) foi o entrevistado.

A sabatina foi conduzida por Fabíola Cidral e pelos jornalistas Carlos Madeiro, do UOL, e João Pedro Pitombo, da Folha.

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