O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado, sofreu “ferimentos leves” em razão de uma queda em sua cela, informou a Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (6).
Bolsonaro, de 70 anos, “recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada”, informou a PF em comunicado.
“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, acrescentou.
No entanto, após o incidente, seus advogados solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro fosse transferido para um hospital em Brasília para a realização de exames diante de “um risco concreto e imediato” à sua saúde por “suspeitas” de traumatismo craniano.
O ex-presidente cumpre sua pena em uma unidade da Polícia Federal na capital do Brasil, por um plano golpista fracassado para se manter no poder após perder as eleições de 2022 para o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva.
Se receber autorização do STF, Bolsonaro seria transferido para o hospital privado DF Star, onde esteve internado recentemente por mais de uma semana para uma intervenção cirúrgica.
O ex-presidente voltou à prisão em 1º de janeiro, após operar uma hérnia inguinal e ser submetido ao bloqueio anestésico do nervo que controla o diafragma devido a crises de soluço que, segundo seus familiares, lhe provocam vômitos e dificuldade para respirar. Ele havia sido internado no hospital em 24 de dezembro.
Mais cedo, nesta terça-feira, Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, informou sobre a queda.
“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, publicou no Instagram.
O Supremo negou em 1º de janeiro um novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Bolsonaro. A hospitalização foi a primeira saída do ex-mandatário desde sua prisão, em novembro.
Bolsonaro convive com sequelas de uma facada no abdômen durante um ato de campanha em 2018, que exigiu várias cirurgias.
AFP