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Política & Poder

Itália começa a julgar extradição de Zambelli; audiência é suspensa

A Corte de Apelação de Roma iniciou o julgamento nesta quarta-feira, mas adiou a sessão após manifestações do Ministério Público e de um advogado da ex-deputada.

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 13h32

Foto: EVARISTO SA / AFP

Foto: EVARISTO SA / AFP

A Corte de Apelação de Roma deu início nesta quarta-feira (11) ao julgamento sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil, mas suspendeu a audiência após as manifestações do Ministério Público italiano e de um dos advogados dela. O processo deve ser retomado na quinta-feira (12), com intervenções do representante do governo brasileiro e de outro advogado da defesa.

Zambelli está presa desde 29 de julho na Itália, para onde fugiu após ser condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A sentença refere-se à invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, crime supostamente ordenado por ela. A ex-deputada possui passaporte italiano e deixou o Brasil dias antes do esgotamento dos últimos recursos contra a condenação.

O julgamento de extradição, solicitado pelo Brasil por determinação do STF, foi adiado em mais de uma ocasião pelo tribunal italiano: uma vez em dezembro e outra em janeiro, devido à necessidade de mais tempo para análise de documentos. Na terça-feira (10), a Justiça italiana negou um pedido da defesa para substituir os juízes responsáveis, alegando parcialidade.

Desde que fugiu do país, Zambelli foi condenada novamente pelo STF pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionados ao episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.

O pedido de extradição foi apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, que garantiu que o presídio brasileiro onde as penas serão cumpridas mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária.

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