Flagrado pela Polícia Federal em um avião que continha cerca de R$ 116 mil de origem não identificada, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, é um dos doadores da campanha do candidato ao GDF, Rodrigo Rollemberg (PSB). Os valores repassados ao senador foram por meio da empresa da família de Bené, a Gráfica e Editora Brasil Ltda.
Os montantes doados, segundo a segunda prestação de contas parcial declaradas por Rollemberg à Justiça Eleitoral, somam R$ 57.753 (veja quadro). Os valores foram doados em três oportunidades: a primeira leva foi encaminhada ao partido de Rollemberg, que repassou à campanha dele: R$ 9.950. Em seguida, a Gráfica e Editora Brasil doou outras três vezes: R$ 23.400, R$ 12.407,50 e R$ 11.995,50.
A origem do dinheiro encontrado com Bené, conhecido doador de campanhas do PT, e outras duas pessoas em um avião no Aeroporto JK é investigada pela Polícia Federal, em sigilo. O empresário, que não foi encontrado pela reportagem para comentar o fato, já prestou esclarecimentos à polícia.
A Polícia Federal chegou ao grupo, após receber uma denúncia anônima. Eles foram surpreendidos em Brasília após pousarem na noite do dia 7 de outubro, dois depois das eleições de primeiro turno. Eles vinham do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.
Em malas
O dinheiro apreendido estava guardado em malas e foi levado pelos policiais, assim como o jato, que está sob custódia da PF
Um outro ocupante do avião era Marcier Trombiere, que deixou cargo no Ministério das Cidades para trabalhar na campanha do governador eleito de Minas, Fernando Pimentel (PT).
Há duas semanas, a campanha do petista divulgou nota afirmando que não pode ser responsabilizada pela “conduta de fornecedores”.