O interventor federal na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, prometeu, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11), a mobilização total do efetivo de segurança para proteger a capital. Segundo Cappelli, a Esplanada dos Ministérios foi fechada para evitar novos atos.
“O direito a manifestação não se confunde com atentado a instituição democrática, com ataque ao patrimônio público e à democracia. A estes, o que tenho a dizer, é que a lei será cumprida. Eles serão tratados com o rigor da lei”, disse.
Na noite de ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre possíveis novas ameaças antidemocráticas e solicitou o reforço da segurança pública no DF.
A conversa com os jornalistas ocorreu após uma reunião de emergência com representantes das Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros e do Ministério das Relações Exteriores para debater um esquema especial de segurança para a capital. “Não há hipótese de se repetir na capital federal o que aconteceu”, garantiu.
Segundo a advocacia, terroristas organizavam um novo protesto na Esplanada dos Ministérios nesta quarta. A solicitação, feita ao ministro Alexandre de Moraes, pede a notificação das autoridades competentes, a identificação dos veículos envolvidos, a prisão de cidadãos que ocupem vias e bloqueio de contas no Telegram, principal aplicativo de mensagem utilizado para a disseminação de falas antidemocráticas.
Para proteger a capital, foram convocados para atuar policiais militares de oito estados, além da prorrogação da atuação da Força Nacional.
No último domingo (08), um grupo de contrários ao governo do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) invadiu e destruiu as sedes do Congresso Nacional e do STF e do Palácio do Planalto.