O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a observância da ordem cronológica prevista no Regimento Interno para a instalação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), incluindo o pedido referente ao Banco Master. Em entrevista ao site Metrópoles, Motta afirmou que, mesmo com vontade, não seria possível analisar o requerimento em curto prazo, pois os órgãos de controle estão apurando o caso com atenção, e o Supremo Tribunal Federal (STF) cumpre seu papel.
Motta criticou o que considerou um exagero da mídia em relação ao papel do ministro Dias Toffoli, destacando que o magistrado tem conduzido suas decisões com equilíbrio. Ele também repudiou a prática de alterar o escopo de CPIs já instaladas para fins eleitorais, como ocorre no Senado, enfatizando que essas comissões devem investigar fatos determinados.
Sobre a anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, Motta declarou que a discussão está encerrada na Câmara. Ele mencionou que o tema foi superado com a aprovação da dosimetria das penas, lei vetada pelo presidente Lula, sem data definida para análise do veto pelo Congresso Nacional.
O presidente da Câmara apoiou as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que determinaram a revisão dos ‘penduricalhos’ nas folhas de pagamento públicas. Motta afirmou que a Casa não tem compromisso de pautar matérias que legalizem pagamentos acima do teto constitucional, defendendo a eficiência da máquina pública para melhor entrega de serviços à população.
Por fim, Motta reafirmou a importância do diálogo entre as instituições, rejeitando medidas legislativas de intimidação ao Judiciário. No entanto, ele defendeu maior cuidado do STF com decisões que afetem o Legislativo, considerando inegociável a defesa das prerrogativas parlamentares, como a participação no Orçamento público.