Os candidatos derrotados na eleição presidencial, health this web senadores Cristovam Buarque (PDT) e Heloísa Helena (PSOL), see não acreditam em mudanças efetivas para o país no segundo mandato do presidente reeleito, health Luiz Inácio Lula da Silva. Para Cristovam, o segundo mandato de Lula deve manter a mesma linha de atuação dos primeiros quatro anos.
Na área de Educação, principal foco da campanha do senador à Presidência, Cristovam acredita que o Brasil perderá tempo. Em sua avaliação, as propostas do candidato derrotado Geraldo Alckmin (PSDB) nesta área eram mais consistentes. "Eu acho que o segundo governo Lula vai ser a continuação do primeiro… O candidato Alckmin falou muito mais em educação do que o Lula", afirmou Cristovam em entrevista hoje. "Se tiver (mudanças) vão ser coisas mínimas", acrescentou.
Para Heloísa Helena, o importante agora é que a sociedade fiscalize as ações do governo para que os episódios de corrupção, como o mensalão e o caso do dossiê, não se repitam. "O que eu espero mesmo é que a sociedade tenha os mecanismos de fiscalização, monitoramento, acompanhamento, controle de qualquer governo eleito no primeiro turno ou no segundo turno. Porque o que aconteceu no Brasil não é uma coisa qualquer", afirmou a senadora referindo-se à corrupção.
Ela afirmou ainda que, se tivesse passado os oitos anos de seu mandato como senadora "roubando em Brasília", teria mais chances de chegar à Presidência da República. Mas que ainda acredita que é possível governar e manter a ética. "Infelizmente, parte do povo brasileiro preferiu não ver, preferiu não enxergar, preferiu acobertar (a corrupção). Um dia a gente acaba aprendendo", afirmou à senadora também em entrevista.
Heloísa Helena, que está no final de seu mandato, ressaltou ainda que espera que o Congresso tenha um papel mais efetivo na fiscalização das ações do governo e na aprovação de propostas que beneficiem a sociedade. No domingo, ao ser reeleito, Lula prometeu que vai conduzir pessoalmente as relações com o Congresso Nacional. O presidente afirmou que dará prioridade à reforma política.