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Política & Poder

Haddad diz que resistiu a virar a chave para ser candidato e que Tarcísio mente: ‘Deveria ficar quieto’

Ex-ministro diz que governo evitou agravamento das contas de SP e critica gestão Tarcísio na segurança, na educação e na saúde

Redação Jornal de Brasília

07/05/2026 14h31

haddad

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

ANA LUIZA ALBUQUERQUE
FOLHAPRESS

Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que o estado de São Paulo estaria numa situação fiscal difícil não fosse o apoio do governo federal com a renegociação de dívidas. Disse, ainda, que o cenário estadual é preocupante.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição, é crítico à condução da política econômica do governo Lula (PT) e afirmou nesta semana que Haddad “quebrou o Brasil”.

“Ele [Tarcísio] não precisa agradecer, mas não precisa mentir. Fica quieto. Eu no lugar dele ficava quieto.
Agora, mentir? Ganhou o que com isso?”, disse Haddad durante palestra na Fundação FHC, no centro de São Paulo.

Haddad criticou a imprensa mais de uma vez, dizendo que não vê os jornais fazendo seu trabalho “em relação à administração Tarcísio”. “Não vejo a imprensa dizer a verdade sobre o que está acontecendo, com a contundência que tratam os assuntos que nos dizem respeito. Não tem uma matéria sobre as finanças do estado de São Paulo”, afirmou.

O ex-ministro também ironizou os editoriais do jornal Folha de S.Paulo. “Eu estava falando com uma pessoa que, só da Folha, teve 150 editoriais contados. Eu sempre acho graça. Porque, primeiro, ninguém lê. Segundo, é uma prova a meu favor.”

Ele disse também que resistiu muito “a virar a chave” e decidir se candidatar em São Paulo, porque estava com a cabeça no plano nacional, “convencido que tinha que tentar elaborar um plano de desenvolvimento”. Segundo Haddad, o presidente Lula (PT) conversou com ele por muitas horas, argumentando que precisava de um candidato forte no estado.

“Eu não tinha expectativa de encontrar o quadro que encontrei. Encontrei muitos problemas que pensei que já tivessem sido endereçados”, afirmou, listando problemas na segurança, na educação e na saúde.

“Há uma grande insatisfação na Polícia Militar, Civil, nos magistérios, com prefeitos. Questões estruturais, mudanças estruturais tomadas que vai dar trabalho reverter.”

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