Menu
Política & Poder

Haddad cita abordagem policial ‘fora do padrão’ a seu motorista

Segundo os relatos, os policiais direcionaram lanternas para iluminar o interior do carro, depois que Haddad já tinha deixado o veículo

Redação Jornal de Brasília

12/08/2026 21h42

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

São Paulo, 12 – O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), afirmou que seu motorista foi alvo de abordagem “fora do padrão” e de perseguição pela Polícia Militar (PM), na noite de anteontem. Segundo Haddad, os fatos aconteceram depois de o funcionário deixá-lo em casa, na zona sul de São Paulo. O petista disse que tomou conhecimento do ocorrido ontem. Em conversa com jornalistas, ele preferiu preservar a identidade do motorista.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) se manifestou por meio de nota e disse ter determinado à PM que as equipes que estiveram na região e no período informados por Haddad sejam identificadas, para que o caso seja apurado.

O ex-ministro retornava de um compromisso na Faculdade do Largo São Francisco, na capital paulista. “Meu motorista foi acompanhado de uma forma estranha.” O candidato afirmou que a viatura da PM “emparelhou” e “ficou colada” na traseira do veículo conduzido pelo funcionário. O motorista entrou no estacionamento de um hotel.

Segundo os relatos, os policiais direcionaram lanternas para iluminar o interior do carro, depois que Haddad já tinha deixado o veículo. A partir dali, o condutor percebeu estar sendo seguido pela viatura da PM. “Uma coisa é pedir para parar, pedir documento. Mas não foi isso.”

ZELO

O petista afirmou ter levado a público o acontecido por zelo, por considerar a abordagem policial excessiva. Mesmo assim, disse estar pressupondo boa-fé por parte dos agentes de segurança. “Às vezes confundiu a placa do carro, estava procurando um suspeito… Qualquer coisa é possível.”

O motorista contatou o advogado Hélio Silveira para relatar os fatos e pedir orientações. De acordo com o candidato do PT, as informações foram levadas ao governo do Estado para que sejam apuradas pelas autoridades competentes. “Se eu não dou a público, amanhã pode acontecer alguma coisa e não tem por onde começar a investigar.”

Estadão Conteúdo 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado