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Política & Poder

‘Graças a Deus ainda temos eleições a cada 2 anos’, diz Moraes em palestra

Diante de um público formado por profissionais do direito, o ministro falou por cerca de 50 minutos sobre as alterações mais recentes da lei de improbidade administrativa

Redação Jornal de Brasília

21/08/2025 13h18

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Versão em áudio

BRUNO RIBEIRO
FOLHAPRESS

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu uma palestra para profissionais do direito no centro de São Paulo nesta quinta-feira (21) e evitou falar com a imprensa depois do bloqueio de seu cartão de crédito em decorrência da Lei Magnitsky e da nova ação da Polícia Federal contra Jair Bolsonaro (PL) e aliados. Em seu discurso, ele disse que “graças a Deus ainda temos” eleições no país.

Moraes caminhou pelo calçadão do centro velho acompanhado de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, de membros do Idasan (Instituto Brasileiro de Direito Administrativo Sancionador) e de seguranças.

Diante de um público formado por profissionais do direito, o ministro falou por cerca de 50 minutos sobre as alterações mais recentes da lei de improbidade administrativa.

A palestra teve caráter técnico e, ao tratar da previsão de inelegibilidade decorrente de condenações pela lei e de uma possibilidade, já sanada, de que partidos políticos ficassem fora da nova lei, o ministro disse que “nós temos, graças a Deus ainda temos, eleições a cada dois anos”, fazendo o público rir. Ele é relator do inquérito que apura a trama golpista, cuja fase final do julgamento será no mês que vem.

Moraes posou para fotos com advogados, foi aplaudido e afirmou, após insistência dos jornalistas presentes, que não atenderia a imprensa.

Na noite anterior, a PF havia indiciado Bolsonaro e um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação e obstrução de Justiça.

Em uma nova operação autorizada pelo ministro, no âmbito do indiciamento, a PF apreendeu celulares e o passaporte do pastor Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro.

Conforme a Folha publicou, o ministro teve um cartão de crédito de bandeira dos Estados Unidos bloqueado. Em troca, a instituição financeira da qual ele é cliente ofereceu a Moraes um cartão da bandeira brasileira Elo.

A punição é decorrente da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro, por decisão do governo Donald Trump, aliado do clã Bolsonaro, que acusa Moraes de desrespeito a direitos humanos e classifica o julgamento do ex-presidente como uma “caça às bruxas”.

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