“Isso não segue nosso modelo de desenvolvimento nem nos interessa. Se houvesse demanda, temos gente suficiente e agricultores capacitados que poderiam aumentar o uso da terra”, disse o ministro a jornalistas antes da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, hoje em Brasília.
O embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, tinha falado anteriormente que empresários iranianos gostariam que os Governos dos dois países negociassem a venda de terras para produzir etanol em solo brasileiro e exportar toda a produção para a república islâmica.
Brasil e Irã assinaram hoje outros acordos na área agrícola, relacionados à formação de pesquisadores iranianos nos cultivos de cana-de-açúcar e algodão, ao desenvolvimento de tecnologias para áreas secas, à troca de material genético e à cooperação em biotecnologia.
Ahmadinejad fez hoje uma visita de um dia de duração a Brasília, na qual deu as boas-vindas ao Brasil como mediador nos conflitos no Oriente Médio, enquanto Lula defendeu o direito de o Irã ter um programa nuclear com fins pacíficos.
Amanhã, o presidente iraniano viaja para Bolívia e depois, para a Venezuela, os outros dois países incluídos em sua viagem pela América do Sul.