Natasha Dal Molin
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Depois de uma semana de especulações em torno de quem assumiria a coordenação de transição do novo governo, o governador eleito Agnelo Queiroz (PT) anunciou que será ele próprio o coordenador da equipe responsável pelo levantamento de informações que servirão de base para as ações dos próximos quatro anos no GDF.
“Eu sou o coordenador da transição. Fizemos uma reunião muito produtiva com todos os partidos, que também irão contribuir”, sentenciou. Para tocar a função, contará com o auxílio do vice Tadeu Filippelli (PMDB), dos senadores eleitos Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), e do presidente do PT-DF, Roberto Policarpo.
O anúncio foi feito no fim da tarde de ontem, na sede do PRB-DF, no Lago Sul, onde Agnelo se reuniu com os presidentes dos 13 partidos da coligação, senadores desta legislatura e eleitos e quatro deputados distritais. O encontro foi o primeiro grande evento realizado pelo governador eleito depois das eleições. Desde a noite de terça-feira passada, Agnelo estava com a família para Muro Alto (PE), de onde retornou domingo à noite.
O governador eleito negou que a centralização da função tenha sido uma estratégia. Disse que o motivo que o leva a assumir o comando da transição é o curto espaço de tempo – dois meses – para realizar o trabalho.
“Já tinha isso em mente desde o dia da coletiva, na qual anunciei as pessoas que ficariam aqui para cuidar do espaço físico da transição”, afirmou, à saída do evento. Garantiu ainda quer anuncia os secretários de governo até 20 de dezembro.
O petista se furtou a responder se Raimundo Júnior, apontado como um dos responsáveis iniciais pela transição, continua na equipe. “Ele é um importante quadro nosso, nos ajudou nessa etapa da escolha do local”, esquivou-se.
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