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Política & Poder

Gleisi minimiza impacto do caso Master no governo e diz que consultoria de Lewandowski era regular

Ministra afirma que ex-titular da Justiça se afastou das atividades privadas ao assumir o cargo e nega impacto do caso Banco Master nas investigações

Redação Jornal de Brasília

28/01/2026 12h54

Foto: Evaristo Sa/AFP

Foto: Evaristo Sa/AFP

CATIA SEABRA, MARIANA BRASIL E AUGUSTO TENÓRIO
FOLHAPRESS

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (28) que o governo Lula (PT) já sabia dos trabalhos de consultorias prestadas a bancos privados feito por Ricardo Lewandowski ao assumir o Ministério da Justiça e minimizou o impacto do caso do Banco Master na gestão.

À imprensa ela declarou que Lewandowski se afastou das funções atreladas aos bancos quando foi chamado para o governo e que o fato não teve relação com sua saída. Em sua fala, Gleisi enfatizou que a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Master, se deu durante o comando do então ministro e que, portanto, não houve impacto nas apurações do crime.

“Isso não é impeditivo. Me pergunto por que as pessoas ficam divulgando isso, qual o crime?”, questionou ela. “Como isso influenciou a investigação? Volto a dizer, o presidente do Banco Master foi preso nessa gestão do presidente Lula, na gestão do ministro Lewandowski.”

O escritório de advocacia da família de Lewandowski foi contratado pelo Banco Master de 2023 a agosto de 2025. Em parte desse período, ele era ministro da Justiça.

Lewandowski ficou na pasta, à qual a Polícia Federal, que investiga o caso, é subordinada, entre 1º de fevereiro de 2024 e 9 de janeiro deste ano.

O ex-ministro saiu do escritório em 17 de janeiro de 2024, pouco antes de assumir o cargo no governo.
Desde então, a banca está a cargo de sua mulher, Yara de Abreu Lewandowski, e do filho do casal Enrique Lewandowski. Mesmo com a saída do ministro, eles seguiram prestando serviços para o Master, que era um dos clientes do escritório.

A informação foi revelada pela coluna da Andreza Matais, no portal Metrópoles, e confirmada pela reportagem. O veículo também afirmou que o contrato para consultoria jurídica do banco tinha o valor de R$ 250 mil mensais.

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