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Política & Poder

Girão cobra CPI do Banco Master e critica decisões do STF

Em pronunciamento no Senado, o senador Eduardo Girão defendeu a instalação de uma CPI para investigar operações do banco e questionou a condenação de um empresário por contribuir com R$ 500 aos atos de 8 de janeiro.

Redação Jornal de Brasília

07/04/2026 18h30

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Waldemir Barreto/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) utilizou o Plenário do Senado, nesta terça-feira (7), para criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar operações envolvendo o Banco Master.

Girão destacou a existência de omissões na análise de pedidos já apresentados e defendeu a atuação do Senado na apuração de supostas irregularidades. Ele mencionou que o presidente Davi Alcolumbre tem duas alternativas para amenizar a situação: abrir uma CPI ou uma CPMI do Banco Master. Uma proposta de autoria do senador já conta com o recorde de 53 assinaturas de senadores, de um total de 81.

“O presidente Davi Alcolumbre tem duas alternativas para, pelo menos, amenizar isso, que é abrindo a CPI do Banco Master ou CPMI do Banco Master. Ambas têm recorde de assinatura de parlamentares. Uma delas, que é da minha autoria, tem 53 senadores que assinaram. De 81, 53 assinaram”, afirmou.

O parlamentar também questionou decisões do STF relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, citando o caso do empresário catarinense Alcides Hahn, condenado pela Primeira Turma da Corte a 14 anos de prisão em regime fechado. Os crimes imputados incluem abolição violenta do Estado de direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio e associação criminosa.

Girão argumentou que a condenação se baseou em uma contribuição de R$ 500 via Pix para o fretamento de um ônibus de Santa Catarina para Brasília, nas manifestações do dia 8 de janeiro, sem que o empresário tenha viajado ou participado diretamente. “Ele foi condenado, esse senhor, a 14 anos de prisão em regime fechado, pelos seguintes crimes: abolição violenta do Estado de direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio e associação criminosa. E qual foi o gravíssimo acontecimento que gerou essa calamidade? O empresário ajudou com um pix de R$ 500 para o fretamento de um ônibus de Santa Catarina para Brasília, para as manifestações do dia 8 de janeiro. Ele próprio não viajou, ele apenas colaborou para que pessoas exercessem o seu direito à manifestação”, disse.

O senador mencionou reportagens e levantamentos sobre decisões judiciais supostamente irregulares e evolução patrimonial de autoridades, defendendo maior transparência e apuração dos fatos.

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