Política & Poder

General Santos Cruz deixa o governo, outro militar assume o posto

O substituto será o general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, atual chefe do Comando Militar do Sudeste, com sede em São Paulo

Da Redação
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Divergências com as estratégias da equipe de comunicação da gestão Bolsonaro fez com que o general Carlos Alberto dos Santos Cruz deixasse o cargo de ministro da Secretaria do Governo. Ele foi demitido nesta quinta-feira (13) da Secretaria de Governo da Presidência da República pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O substituto será o general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, atual chefe do Comando Militar do Sudeste, com sede em São Paulo.

Um integrante do Palácio do Planalto usou a expressão ‘freio de arrumação’ para explicar a demissão.

Ele será o terceiro integrante do primeiro escalão do governo a deixar o posto. O primeiro foi o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, em fevereiro, e o segundo, o ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, em abril.

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O incômodo da cúpula militar do governo com Olavo de Carvalho cresceu à medida que se avolumaram os ataques do escritor reverenciado pelo presidente e pelo grupo ideológico que o cerca.

O ministro general reagiu às ofensas de Olavo aos militares que hoje trabalham no Palácio do Planalto, em especial o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

Integram ainda a ala militar do Planalto os generais Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o porta-voz, Otávio Rêgo Barros, e o chefe da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto. ​

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Nesta quinta-feira, antes de ser informado da saída, Santos Cruz esteve no Senado, em audiência na Comissão de Transparência, onde defendeu a permanência do colega de Esplanada, Sergio Moro, no Ministério da Justiça.

“O juiz Sergio Moro é uma pessoa que está muito acima desse absurdo aí criminoso de invasão de privacidade de telefone. O ministro Sergio Moro presta um serviço ao Brasil incalculável na nossa história. Eu acho que não tem nada a considerar sobre risco para pessoa desse nível”, disse Santos Cruz, em referência ao vazamento de supostas conversas do ex-juiz em que daria conselhos sobre investigações da Lava Jato.

Aguarde mais informações.

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