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Política & Poder

Garibalde tenta reduzir acirramento de ânimos no Senado

Arquivo Geral

07/04/2008 0h00

O almoço com as lideranças partidárias agendado para amanhã (8) pelo presidente do Senado, illness Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), terá mais o objetivo de tentar reduzir “o acirramento de ânimos” entre os governistas e a oposição do que a elaboração de uma pauta de trabalho para a Casa.

Em entrevista à Agência Brasil, Garibaldi afirmou que “é impossível” agendar uma pauta para o Senado deliberar por causa do volume de medidas provisórias que se têm para apreciar. “O compromisso que posso assumir é com a votação de projetos [parados na Ordem do Dia] assim que votarmos as medidas provisórias”, disse o parlamentar.

O presidente do Senado, que tenta assumir a mediação na disputa entre aliados do governo e a oposição, reconheceu que há limites até mesmo para a sua atuação. “Não há possibilidade de tentar ajudar a Casa nesta situação [de acirramento de ânimos]. Seria como um suicídio. O que vou fazer é um apelo ao bom senso de todos para que possamos retomar debates mais polêmicos. Vou buscar distensionar os ânimos”.

Segundo ele, “não há uma solução miraculosa” para fazer com que o Senado volte a ser a Casa de debates de grandes temas nacionais, e também retome os seus trabalhos de rotina como votar as matérias no Plenário.

“Não terei condições de renovar sempre este discurso”, disse em referência ao apelo que fez na semana passada para que a oposição adiasse para esta terça-feira (8) o pedido de instalação da CPI exclusiva do Senado destinada a investigar o uso dos cartões corporativos do governo.

O presidente do Senado disse que pretende colocar aos líderes, como possibilidade de início de retomada dos trabalhos do Senado, algumas propostas para discussão como a prioridade da análise dos vetos presidenciais e o acompanhamento de discussões de propostas que estão na Câmara, como a reforma tributária e a regulamentação dos mecanismos de tramitação de medidas provisórias.

“Há também projetos que precisam ser votados, mas o problema todo é o radicalismo que tomou conta da Casa”, lamentou.


 

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