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Política & Poder

Frentes parlamentares evangélica e católica criticam desfile em homenagem a Lula

Bancadas religiosas cobram responsibilização dos envolvidos no desfile por sátira a evangélicos

Redação Jornal de Brasília

18/02/2026 14h45

desfile em homenagem ao presidente lula

Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval

Raphael Di Cunto
Folhapress

As frentes parlamentares evangélica e católica criticaram o desfile em homenagem ao presidente Lula (PT) pelas sátiras a famílias evangélicas e anunciaram o pedido de medidas judiciais contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro.

O incômodo ocorreu pela ala “neoconservadores em conserva”, que retratava famílias de grupos identificados com a direita (evangélicos e representantes do agronegócio), como famílias dentro de latas de conserva.

A Frente Parlamentar Evangélica divulgou nota de repúdio à “conduta desrespeitosa e afrontosa” da escola no Carnaval. “É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam nossa sociedade”, diz o texto.

O deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), presidente da frente, afirmou que acionará a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o Poder Judiciário para responsabilização criminal e cível dos envolvidos. “O que vimos foi uma afronta, lamentavelmente financiada com dinheiro público, pelos nossos impostos”, afirma.

A escola de samba recebeu R$ 1 milhão da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), mesmo valor entregue pela estatal às demais escolas do grupo principal do Carnaval do Rio.

O presidente da Frente Parlamentar Católica, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), disse que exigirá providências e a atuação dos órgãos competentes para a devida apuração dos fatos e eventual responsabilização.

“A fé cristã integra a identidade histórica e social do Brasil e inspira valores que estruturam milhões de famílias brasileiras. Representações que possam ser interpretadas como desqualificação ou ridicularização dessas convicções não contribuem para o ambiente de respeito que a democracia exige”, afirmou em nota.

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