Política & Poder

Frente Parlamentar Brasil-China se pronuncia sobre impasse da importação de insumos

A Frente reforçou a importância da parceria entre os dois países, além de relatar sobre a preocupação quanto ao atraso da chegada dos insumos

vacina para Covid-19

João Paulo de Brito
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Em meio ao impasse diplomático, que envolve a importação de insumos para a produção da vacina Coronavac, o presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, Fausto Pinato, enviou nesta terça-feira (19), uma carta ao chefe de estado chinês, Xi Jinping.

No documento, o parlamentar brasileiro reforça a importância da parceria entre os dois países, além de relatar sobre a preocupação quanto ao atraso da chegada dos materias necessários para a produção do medicamento.

Confira a carta abaixo:

Ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República Popular da China, Xi Jinping.

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Como parlamentar brasileiro e presidente da Frente Parlamentar Brasil-China e daFrente Parlamentar dos BRICS, na Câmara dos Deputados do Brasil, a minha missão é fortalecer as relações diplomáticas e comerciais entre os dois países, para que ambas as Nações frutifiquem resultados, sobretudo nas áreas de indústria, saúde, tecnologia, agricultura e comércio, gerando empregos e renda a ambos os povos.

Reforço que o Brasil tem um profundo respeito à China, ao povo chinês e seus líderes, sobretudo a Vossa Excelência. No ensejo, eu externo a minha preocupação sobre o déficit no estoque do princípio ativo IFA – Ingrediente Farmacêutico Ativo, insumo essencial para a produção dos imunizantes Coronavac e Oxford/AstraZeneca e de outras que possam ser aprovadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilancia Sanitária, o nosso órgão regulador.

Este princípio ativo, fornecido pela empresa Sinovac, encontra-se com estoque limitado no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz.

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As vacinas são frutos da parceria Brasil-China e são a grande esperança dos brasileiros na luta contra a Covid-19. Todavia, o estoque de 6 milhões de unidades foi distribuído a todo o território brasileiro, podendo imunizar apenas 0,5% dos idosos brasileiros e 34% dos profissionais da saúde.

A interrupção do envio do princípio ativo IFA aos laboratórios brasileiros irá afetar, em um futuro próximo, a produção das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca, comprometendo, consequentemente, o cronograma de vacinação dos brasileiros em todos os estados e municípios, que está em curso.

Diante do exposto, peço cordialmente a intervenção de Vossa Excelência para liberar a exportação do princípio ativo IFA aos laboratórios brasileiros Instituto Butantan e Fundação Oswaldo Cruz, para que o Brasil não desacelere o seu programa nacional de vacinação. Afinal, o tempo é o maior inimigo na luta contra a Covid-19. O Brasil é um dos países mais afetados pelo vírus em todo o mundo, com 8,5 milhões de infectados e mais de 210 mil mortos. Certo de Vossa atenção e compreensão, coloco-me à inteira disposição.

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Fausto Pinato






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