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Política & Poder

França convida Tebet a entrar no PSB; ministra vira opção em São Paulo

A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast.

Redação Jornal de Brasília

21/01/2026 21h42

ministra simone tebet, em audiência em 3 comissões da câmara.

Simone Tebet. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

São Paulo, 21 – O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, reforçou ontem o convite do PSB para que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, do MDB, dispute as eleições paulistas este ano. Apesar do avanço do nome da ex-senadora para concorrer ao governo de São Paulo, França afirmou que mantém sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. França lançou sua pré-candidatura em março de 2025, na Assembleia Legislativa do Estado, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente nacional do partido e prefeito do Recife, João Campos (PSB).

Desde então, o ministro intensificou a atuação na pré-campanha e passou a criticar com frequência o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Apesar disso, seu nome ainda não conseguiu angariar apoio majoritário na esquerda.

A avaliação interna no PT e no PSB é de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa de um palanque forte em São Paulo para, ao menos, repetir o desempenho de 2022 no Estado.

Na última eleição presidencial, o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi derrotado por Tarcísio mas obteve a maior votação da história da sigla em território paulista, com 10.909 371 votos (44,73%). Lula também perdeu em São Paulo para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas registrou desempenho semelhante ao de Haddad, com 11.519.882 votos (44,76%). A leitura é que esse resultado foi decisivo em um cenário nacional apertado e que a dinâmica tende a se repetir este ano.

Mesmo entre petistas, há quem defenda, nos bastidores, que o cenário ideal seria uma candidatura de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes, em razão de seu perfil centrista, além do histórico de quatro mandatos como governador de São Paulo. Alckmin, porém, não demonstra interesse na disputa e pretende permanecer no cargo que ocupa. O movimento também encontra resistência na cúpula do PSB, que não gostaria de abrir mão da vice-presidência, sobretudo diante do papel de lealdade a Lula exercido por Alckmin no governo.

Outro nome ventilado é o de Haddad, que deve deixar a pasta em breve, mas tem reiterado não pretender disputar e prefere se dedicar ao projeto de reeleição de Lula.

‘LEGÍTIMO’

Nesse contexto, ganha espaço o nome de Tebet. Terceira colocada na disputa presidencial de 2022, ela é vista como um perfil semelhante ao de Alckmin. Ainda não há definição sobre seu futuro eleitoral: seu nome é cogitado tanto para a disputa ao Senado – que terá duas vagas em jogo nas eleições deste ano – quanto para o governo.

França afirmou que “seria ótimo” contar com Tebet no PSB e disse que o convite já foi feito. “É legítimo (uma candidatura de Tebet em SP) se ela estiver disposta a mudar de Estado. Naturalmente, a condução desse processo todo tem de ser feita pelo presidente Lula. Estamos em um governo só.”

Estadão Conteúdo

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