CAROLINA LINHARES, RAQUEL LOPES E RAPHAEL DI CUNTO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o Brasil não vive uma democracia plena e que, quando falou em redemocratizar o país e mudar a Constituição com a maioria que terá no Congresso caso eleito, estava falando sobre aprovar PECs (propostas de emenda à Constituição).
Ele afirmou que falava de propostas que tem defendido ao longo da campanha, como redução da maioridade penal, reforma do Judiciário, reforma política, mudanças na reforma tributária e fim da reeleição para presidente. Nesse último ponto, Flávio manteve uma brecha para aumento do mandato.
“É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de 4, de 5 anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador”, disse nesta quarta-feira (7).
Flávio disse ainda que o Brasil não vive uma democracia plena e voltou a se defender da declaração dada na véspera, afirmando que se referia às PECs.
“Qualquer coisa diferente disso é especulação. Eu já vi gente começar a dizer: ‘ah, agora o Flávio, com esse Congresso com ampla maioria, ele vai fazer o que o pai dele não fez’. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real. Para de fazer torcida”, disse.
Flávio afirmou ainda que o Congresso está configurado para ele o PL obteve a maior bancada na Câmara e no Senado.
“O Congresso, com essas pessoas que estão aqui, está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro e não tem como encaixar uma peça diferente dessa. Se esse atual presidente continuasse, ele simplesmente seria incompatível com este Congresso. Pior ainda, é incompatível com os critérios para indicação de ministro Supremo”, afirmou ao lado da bancada do PP e do União Brasil, que declararam apoio a ele.