O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacou nesta terça-feira (6/10) a proposta de emenda à Constituição que encerra a escala 6×1, sob cobranças do senador Jaques Wagner (PT-BA) para que a oposição formalize seu posicionamento.
Flávio classificou a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma manobra eleitoreira no segundo turno. Para o senador, o governo não encaminhou a matéria nos últimos quatro anos e tenta agora obter vantagens na disputa ao pautar a redução da jornada no Senado.
No lugar do projeto governista, o parlamentar defendeu a proposta apresentada pelo coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN). A matéria alternativa cria um modelo de remuneração por hora trabalhada com horários flexíveis definidos entre empregado e empregador, sem impor limite geral de 40 horas semanais nem assegurar dois dias fixos de folga.
Ao defender a medida, Flávio mencionou a situação de mães impossibilitadas de cumprir rotinas de oito horas por não terem onde deixar os filhos. Ele também prometeu conceder auxílio para vagas em creches particulares na hipótese de falta de oferta no sistema público.
Em resposta às movimentações da oposição, Jaques Wagner afirmou que os aliados do candidato do PL tentam esvaziar o plenário para impedir a análise do tema. “Quem é contra que mostre a cara e vote contra”, declarou o petista, cobrando a presença dos senadores adversários no debate.
O cronograma articulado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), prevê três sessões de discussão nesta semana e o início das votações na semana seguinte. Para que a emenda seja aprovada em dois turnos, são necessários os votos favoráveis de 49 senadores.