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Política & Poder

Flávio Bolsonaro justifica negócio com Vorcaro: ‘era um astro no Brasil’

Também disse que se referiu a Vorcaro como “irmão”, porque os dois são evangélicos

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 16h36

csp comissão de segurança pública

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Brasília, 15 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, justificou nesta sexta-feira, 15, ter feito negociações com o dono do Master, Daniel Vorcaro, porque o banqueiro era um “astro”, “sem problema nenhum”. Também disse que se referiu a Vorcaro como “irmão”, porque os dois são evangélicos.

“O Daniel Vorcaro era uma pessoa que era um astro no Brasil, circulava bem entre as autoridades de Brasília, era cortejado por bancos, não tinha absolutamente problema nenhum. Foi, naquele momento, a pessoa que foi a grande investidora desse filme, com dinheiro privado, mais uma vez, absolutamente nada de errado”, disse Flávio em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira.

Flávio justificou o fato de ter negado o recebimento dos recursos, em um primeiro momento, devido a cláusulas de confidencialidade com Vorcaro. Flávio repetiu que sua relação com Vorcaro era exclusivamente para tratar do filme.

“Não tem intimidade. Quando eu me refiro a ‘irmão, meu irmão’, quem é do Rio de Janeiro sabe que é assim que a gente se comunica, que fala com outras pessoas. Você imagina o público evangélico, que só se refere a outro como irmão. Tem algum problema nisso?”, questionou o senador. “Nunca viajei com ele, não conhecia a família dele, enfim, não tinha nenhum convívio social com ele. Minha conexão com ele foi estritamente para investimento privado”, continuou.

Flávio Bolsonaro reafirmou que o filme sobre Jair Bolsonaro (PL) trata-se de uma “megaprodução hollywoodiana” e disse que o caso não pode ser comparado aos supostos pagamentos feitos a outras figuras públicas, como à mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal. “Não existe absolutamente nenhum paralelo entre essas situações. Você quer comparar um contrato que hoje todo mundo sabe que foi fictício, em que na verdade o advogado não era nem a esposa dele, era o próprio, que fazia as reuniões, que parece que praticava alguns atos de advocacia. Isso é uma coisa. O que a gente está falando aqui é investimento na produção cultural”, disse.

Estadão Conteúdo

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