O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (18/8) que autoridades do Judiciário teriam pressionado partidos do Centrão para evitar uma adesão formal à sua campanha. A declaração foi feita durante entrevista à rádio Itatiaia. Segundo o parlamentar, a ausência de apoio oficial impediu sua aliança de contar com mais tempo de propaganda no rádio e na televisão.
Flávio disse que, apesar de não terem anunciado apoio formal, integrantes dessas legendas continuam próximos de sua candidatura. O senador citou Teresa Cristina, Dani Marques e Simone Marquetto, apontadas como nomes cogitados para ocupar a vice-presidência, como participantes da elaboração de seu plano de governo. Na avaliação do candidato, essas lideranças poderão ocupar funções relevantes caso ele seja eleito.
O presidenciável também mencionou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, ao afirmar que ambos estariam ao lado de seu projeto político. Flávio sustentou que o apoio de lideranças individuais demonstra que a falta de uma aliança partidária formal não significa ausência de articulação com setores do centro político.
Sem identificar quais autoridades estariam envolvidas, o senador afirmou que integrantes do Judiciário teriam constrangido dirigentes partidários durante o processo de definição das alianças. Para Flávio, a suposta interferência seria um sinal de fragilidade democrática. As acusações foram apresentadas pelo próprio candidato durante a entrevista, sem que ele apontasse publicamente os nomes das autoridades que teriam feito as ameaças.