Francisco Dutra
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Não há espaço para erros, falhas ou tropeços. Esta é a regra de ouro para os próximos quatro anos de governo, de acordo com o vice-governador recém-eleito Tadeu Filippelli (PMDB). “O que é exigido desse governo é muito grande. A expectativa é muito grande. Eu acho que Brasília sofreu muito no último ano, com todas essas crises. E te digo o seguinte, com certo pesar: infelizmente não temos espaços para erros nesse governo. Não é dado esse espaço”, comentou, logo depois da coletiva do governador eleito Agnelo Queiroz, na manhã de ontem.
Segundo Filippelli, a falta de espaço para erros também é decorrente da expressiva votação domingo passado. “O próprio resultado da votação! Foram dois (votos) para um (voto). É uma manifestação que deixou muito claro que a cidade não tem dono. Ela não tem uma linha pré-determinada e sempre tenha que seguir essa linha. O que as pessoas querem é que a cidade tenha jeito. E esse jeito foi a proposta desse novo caminho, desse novo grupo político”, afirmou Fillippelli, que acumula a condição de presidente local do PMDB.
Segundo a consultora política, Zenicéia de Assis, o discurso de Filippelli não pode ser entendido ao pé da letra. “Quando ele fala isso, está querendo mostrar a atitude do governo, a postura dele. Que aparenta ser a de um governo atuante, limpo e transparente. É muito difícil, quase impossível, que alguém ou um governo não erre. Mas só o fato de o governo tomar esse tipo de posicionamento, já é meio caminho andado”, analisa.
Para o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, o discurso de Filippelli é uma declaração de que a futura gestão não quer ter a mesma postura ou cometer os mesmos enganos das antigas gestões do GDF.
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