A filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica, teve seus dados fiscais acessados na mesma agência da Receita Federal, em Mauá (SP), onde outras quatro pessoas ligadas ao tucano tiveram seus sigilos violados.
A consulta à declaração de renda de Verônica foi feita pela analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, uma das mais novas acusadas pela Corregedoria da Receita de ter participado do esquema ilegal de quebra de dados fiscais na agência do órgão em Mauá (SP). Ela é analista tributária e funcionária do próprio Fisco.
Além de Lúcia, a corregedoria da Receita incluiu também mais uma funcionária do Serpro na lista dos suspeitos de integrar o esquema, Ana Maria Caroto Cano, de acordo com notificação assinada pelo presidente da comissão de inquérito encarregada do caso, Levi Lopez. Ela é funcionária do Serpro cedida à Receita.
A inclusão do nome de Lúcia de Fátima vai obrigar a corregedoria a ampliar as investigações. O computador da servidora não estava na relação de máquinas periciadas pelo órgão. Já no caso de Ana Maria, seu nome já aparecia nas investigações, mas como testemunha. Agora, ela se tornou suspeita.
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